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Professores realizam hoje, paralisação nas escolas particulares de Teresina

O movimento reivindica reajuste salarial, manutenção de direitos trabalhistas e valorização dos profissionais da educação.

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  • O Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí (Sinpro-PI) realiza paralisação das atividades da rede privada de ensino em Teresina.
  • A categoria reivindica reajuste salarial, manutenção de direitos trabalhistas e valorização dos profissionais da educação.
  • O Sinpro-PI afirma que os professores do ensino superior acumulam defasagem superior a 10% desde 2020, enquanto os da educação básica enfrentam perdas acima de 5%.
  • A paralisação ocorre em meio às negociações com a parte patronal para tentar chegar a um acordo sobre uma convenção coletiva.
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O Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí (Sinpro-PI) realizam, nesta segunda-feira (25), uma paralisação das atividades da rede privada de ensino. O movimento reivindica reajuste salarial, manutenção de direitos trabalhistas e valorização dos profissionais da educação.

A concentração ocorreu no balão das avenidas Raul Lopes e Jóquei Clube, na zona Leste de Teresina, e reuniu professores, auxiliares administrativos e representantes sindicais. Em entrevista à TV Meio Norte, o professor Jurandir, presidente do Sinpro-PI, disse que a categoria está buscando melhorias salariais e lutando contra a sobrecarga de trabalho.

Nós queremos melhorias salariais que desde 2020 estamos sofrendo perdas, só no ensino básico é mais de 5%, enquanto que no ensino superior privado, a defasagem é maior ainda, em torno de 10%, além da sobrecarga de trabalho, no que se refere, sobre tudo, ao ensino infantil, há uma sobrecarga de trabalho das professoras mensalistas, trabalho extraclasse que não é valorizado e faço também um chamamento à categoria para aderir ao movimento que começa hoje.

Jurandir pediu que as famílias e alunos entendam o momento que a categoria está passando e acrescentou que no dia 2 de junho haverá uma nova rodada de negociação com a parte patronal para tentar chegar a um acordo.

E aqui, nós pedimos às famílias, que nos entendam nesse momento difícil que a categoria está passando e é justamente os pais, os alunos, que também estão nos apoiando nesse momento, nesse sentido. Desde fevereiro nós nos propomos a conversar, mandamos uma proposta e tivemos umas duas conversas com a parte patronal, mas não houve nenhum avanço. Está marcado para o dia 2 de junho uma retomada nas negociações e vamos ver, se até lá, com essa movimentação, a gente possa negociar essa convenção coletiva tão esperada pela categoria.

CATEGORIA APONTA PERDAS SALARIAIS

Segundo o Sinpro-PI, a paralisação ocorre em meio às perdas salariais registradas nos últimos anos. De acordo com a entidade, profissionais do ensino superior acumulam defasagem superior a 10% desde 2020, enquanto trabalhadores da educação básica enfrentam perdas acima de 5% no mesmo período.

Reivindicações incluem reajuste e benefícios

Entre as principais demandas apresentadas pelo sindicato estão o reajuste salarial acima da inflação e a manutenção de um piso salarial considerado digno para professores e auxiliares, acima do salário mínimo nacional. A categoria também reivindica o retorno da bolsa de estudos integral para trabalhadores do ensino superior.

Além disso, a pauta inclui melhorias na gratificação por qualificação no ensino básico, retomada do adicional por tempo de serviço, pagamento de hora-atividade extraclasse para professores e concessão de auxílio-alimentação aos auxiliares da administração escolar.

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