Recentemente, viralizou um vídeo em que pessoas aparecem exibindo armas de fogo durante um baile de reggae em Teresina. Segundo o delegado Charles Pessoa, Francisco Riquelson, o “Novinho”, preso na manhã desta quarta-feira (1º), estava no local e chegou a publicar vídeos nas redes sociais fazendo gestos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ele publicou várias mensagens, vídeos naquele baile de reggae, fazendo o gesto da facção Primeiro Comando da Capital. Mas agora vai entender as consequências da escolha errada de triar o primeiro da criminalidade.
As investigações ainda apontam que o jovem de 20 anos usava as redes sociais para a disseminação de conteúdos criminosos, onde exibia armas de fogo, fazia ameaças e divulgava símbolos associados a organizações criminosas.
As facções, elas perceberam que a sociedade estava conectada. Então, elas criaram um departamento dentro da estrutura piramidal para gerenciar as redes sociais. Esses grupos têm incentivado, inclusive, a entrada de jovens para dentro da estrutura piramidal e que esses jovens utilizem as redes sociais para propagar essa mensagem, para difundir essa cultura.
ROUBOS, SEQUESTROS E TORTURA
Francisco Riquelson também é suspeito de realizar roubos a motoristas de aplicativo mediante sequestro e tortura. Segundo as investigações, o modus operandi consistia em abordar as vítimas, colocá-las no porta-malas dos veículos, com o apoio de comparsas, e realizar transações bancárias sob coação.
O delegado também destacou que o suspeito será enquadrado na nova legislação de combate às facções criminosas no país, que endurece significativamente as punições para integrantes dessas organizações.
Só que outro detalhe, além de todos os elementos, todas as provas que a gente já tinha coletado, quando nós viemos cumprir a busca, sabe o que foi que nós identificamos no quarto do casal? Várias pichações, símbolos do PCC. Trazendo mais elementos e concretizando, ratificando o envolvimento deles com essa facção.
Ele foi localizado na zona Sul de Teresina durante a ação coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). O jovem tinha três mandados de prisão em aberto, dois por roubo e um por organização criminosa. Além dele, sua companheira, conhecida por “Dora Aventureira”, de 23 anos, também foi presa na ação.