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Piauí tem dez empregadores na “Lista Suja” do trabalho escravo, diz ministério

Juntos, os dez registros do Piauí envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão

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  • Ministério do Trabalho atualizou "Lista Suja" com dez empregadores do Piauí envolvendo 101 trabalhadores em condições análogas à escravidão.
  • Novos registros incluem estabelecimentos em municípios como Batalha, Currais e Piripiri, relacionados a pedreiras, fazendas e construção civil.
  • Brasil registrou 82 novos empregadores na "Lista Suja", número 51,48% menor que a atualização anterior, com casos identificados entre 2024 e 2026.
  • Coordenador do MPT-PI alerta que situação reflete violações graves dos direitos dos trabalhadores e reforça necessidade de fiscalização e denúncias.
  • Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas pelo WhatsApp (86) 99544-7488, presencialmente ou no site do MPT-PI.
Piauí tem dez empregadores na “Lista Suja” do trabalho escravo, diz ministério | Foto: Divulgação/MPT
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O Piauí possui dez empregadores inscritos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, popularmente conhecido como “Lista Suja” do trabalho escravo. A nova atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (6) e incluiu quatro novos registros relacionados ao estado. 

Juntos, os dez registros do Piauí envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Entre as atividades econômicas presentes no cadastro estão estabelecimentos ligados a pedreiras, fazendas e construção civil.

Os registros incluem estabelecimentos localizados nos municípios de Batalha, Currais, Monte Alegre do Piauí, Caldeirão Grande, Francinópolis, Uruçuí, Piripiri, Altos, Cajueiro da Praia e Palmeira do Piauí.

Em todo o Brasil, 82 novos empregadores foram incluídos nesta atualização do cadastro, número aproximadamente 51,48% menor que o registrado na atualização anterior. Os novos casos foram identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026 e estão distribuídos por 21 unidades da Federação.

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Minas Gerais aparece com o maior número de novos registros, 19, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis inclusões cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí aparecem com quatro novos registros cada.

Para o coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), procurador do Trabalho Edno Moura, a atualização do cadastro chama atenção para a permanência de situações graves de violação de direitos dos trabalhadores. 

A presença de dez empregadores do Piauí nesse cadastro, envolvendo mais de uma centena de trabalhadores, reforça que o enfrentamento ao trabalho em condições análogas à escravidão precisa ser permanente. São violações graves da dignidade do trabalhador e que podem ocorrer em diferentes atividades econômicas. Por isso, além da atuação integrada dos órgãos de fiscalização e proteção, é fundamental que a sociedade esteja atenta e denuncie situações suspeitas, diz ele.

Foto: Divulgação/MPT-PI

Denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão podem ser encaminhadas ao MPT de forma sigilosa. No Piauí, os relatos podem ser feitos pelo WhatsApp (86) 99544-7488, presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus, ou pelo site do MPT-PI.

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