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Piauí supera 300 mil empregos formais e registra recorde histórico, aponta IBGE

Dados oficiais indicam avanço expressivo da formalização e crescimento do trabalho com carteira assinada no estado

Carteira de Trabalho Digital e Carteira de Trabalho 'física' | Foto: Reprodução/ Internet
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O estado do Piauí atingiu pela primeira vez a marca de 300 mil trabalhadores com carteira assinada em um único trimestre, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados na sexta-feira (20) pelo IBGE. O resultado representa o melhor desempenho da série histórica e sinaliza avanço consistente no nível de formalização do mercado de trabalho local.

De acordo com o levantamento, o número de empregados do setor privado com carteira assinada subiu de 279 mil no terceiro trimestre para 305 mil no quarto trimestre de 2025, crescimento de 9,6% em apenas três meses. Na comparação anual, o avanço também foi significativo: eram 272 mil trabalhadores formais no mesmo período de 2024, o que representa alta de 12,3%.

O desempenho consolida uma trajetória de expansão do emprego com vínculo formal e sugere melhora nas condições de inserção profissional no estado. O resultado está associado à ampliação de oportunidades econômicas e às medidas voltadas ao estímulo da atividade produtiva e do empreendedorismo.

Alta entre trabalhadores por conta própria

Outro indicador relevante foi o aumento da formalização entre trabalhadores autônomos com registro ativo de pessoa jurídica. O total passou de 51 mil para 63 mil entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, crescimento de 23,2%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando eram 53 mil, a alta foi de 18,5%.

O dado indica expansão do número de profissionais que deixam a informalidade e passam a atuar com registro legal, condição que amplia acesso a crédito, benefícios previdenciários e oportunidades de crescimento econômico.

Metodologia e alcance da pesquisa

A PNAD Contínua é o principal instrumento estatístico de acompanhamento do mercado de trabalho no país. O levantamento é realizado trimestralmente em torno de 211 mil domicílios distribuídos por todo o território nacional, com atuação de aproximadamente dois mil entrevistadores ligados a uma rede de mais de 500 agências.

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