O aumento dos casos de dengue acende um sinal de alerta no Piauí. Atualmente, 28 municípios estão classificados como de alto risco e outros 85 permanecem em situação de alerta, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Diante desse cenário, o Estado tem intensificado as ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e reforçado a necessidade de mobilização coletiva.
Para conter o avanço da doença, a Sesapi ampliou o envio de insumos e fortaleceu as estratégias de controle vetorial em todas as 12 regiões de saúde. Entre as medidas adotadas estão a distribuição de larvicidas e adulticidas, além da implantação de armadilhas para monitoramento e redução dos focos do mosquito.
Circulação de variante
Outro fator que eleva o nível de atenção é a identificação da circulação do vírus da dengue tipo 3 pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen). De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé, essa variante pode provocar quadros mais graves da doença.
Ele é mais preocupante porque pode ter evolução para formas mais severas, com risco de dengue hemorrágica.
Dirceu Campêlo, secretário de Saúde do Piauí, presidiu a CIB - Foto: Márcio Sales/Ascom Sesapi
Integração entre Estado e municípios
Durante reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB), realizada nesta terça-feira (14), a Sesapi reforçou junto aos gestores municipais a necessidade de intensificar as estratégias de enfrentamento em todo o estado.
Na ocasião, foram apresentadas as principais ações em andamento e destacada a importância de fortalecer medidas no âmbito local, como a melhoria na notificação de casos, o aprimoramento do controle entomológico e a qualificação das informações epidemiológicas, garantindo respostas mais rápidas e eficazes.
Ações conjuntas
O enfrentamento à dengue, segundo a Secretaria, vai além do setor da saúde. A articulação com áreas como limpeza urbana, educação e mobilização social foi apontada como essencial para reduzir os focos do mosquito e ampliar a conscientização da população.
A Sesapi também orienta os municípios a ampliarem o acesso da população aos serviços de saúde, com destaque para a abertura das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para oferta de reidratação oral, medida considerada fundamental no tratamento da dengue e na redução de complicações.
Apesar das ações institucionais, a eliminação dos criadouros do mosquito segue como a principal estratégia de combate à dengue. A maior parte dos focos ainda é encontrada dentro das residências, o que reforça a importância da participação direta da população.
Por isso, algumas medidas simples podem fazer a diferença no combate à doença:
- Elimine água parada em vasos, pratos de plantas, garrafas e pneu;
- Mantenha calhas e ralos sempre limpos;
- Tampe bem caixas d’água, tonéis e reservatórios;
- Trate e cubra piscinas quando não em uso;
- Descarte o lixo corretamente;
- Use repelentes e roupas protetoras;
- Instale telas em janelas, especialmente em áreas de risco;
- Denuncie focos à vigilância sanitária;
- Receba os agentes de endemias e mantenha a vacinação de crianças e adolescentes (10 a 14 anos) em dia.