- Operação da SSP-PI prende 10 pessoas envolvidas em esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
- CEO da DF Group, Douglas Fonseca, foi preso após investigação que aponta movimentação de R$ 100 milhões.
- Empresa ostentava luxo nas redes sociais para atrair investidores e ludibriar vítimas, segundo delegado Roni Silveira.
- Dois foragidos permanecem em fuga, incluindo Tharsio Moura Soares de Gusmão, que ainda não se entregou.
- Polícia Civil bloqueia contas e apreende bens para ressarcir vítimas e investiga número total de prejudicados.
A operação deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) contra um esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa DF Group culminou na prisão de 10 pessoas, incluindo o CEO Douglas Fonseca. De acordo com a Polícia Civil do Piauí, duas pessoas estavam foragidas, mas uma delas, identificada como Lucas Coutinho, se entregou na noite dessa sexta-feira (10) na Central de Flagrantes. Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido.
Em uma coletiva de imprensa realizada nessa sexta-feira (10), a Polícia Civil informou, por meio do delegado Roni Silveira, que foram realizadas 10 prisões e que duas pessoas suspeitas de envolvimento no esquema permaneciam foragidas até aquele momento. Os investigados são do Piauí e do Maranhão.
Há dois foragidos, todos tinham uma atuação importante [no esquema], seja captando pessoas, vendendo imagem em redes sociais.
Ainda na sexta-feira (10), um dos foragidos, Lucas Coutinho, se entregou na Central de Flagrantes.
O esquema criminoso
A DF Group é alvo de uma investigação que apura um suposto esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A empresa de investimentos ganhou notoriedade em Teresina por oferecer aplicações financeiras com promessa de retorno aos clientes.
Em junho, pelo menos quatro pessoas procuraram a TV Meio Norte e o 1º Distrito Policial de Teresina para formalizar denúncias relacionadas aos investimentos realizados na empresa. Os relatos apontam que essas pessoas fizeram aplicações na plataforma nos últimos meses e não tiveram retorno dos valores investidos.
Douglas Fonseca, CEO da DF Group preso por fraude em Teresina | Foto: Reprodução
Douglas Fonseca, CEO da DF Group, foi preso nesta sexta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil do Piauí (PCPI).
Movimentação de R$ 100 milhões e ostentação nas redes sociais
O delegado Roni Silveira afirmou que o CEO da empresa, Douglas Fonseca, ostentava uma vida de luxo nas redes sociais para ludibriar e atrair vítimas.
Nos últimos dois anos, que é quando a gente tem realmente a captação deles de vítima, toda aquela movimentação em rede social para chamar a atenção, para dar uma aparência de prosperidade, que se tratava de um negócio próspero, a gente pode dizer que nos últimos dois anos o grupo se movimentou aproximadamente 100 milhões de reais. A gente ainda está em fase de análise dos dados bancários e fiscais, já foi solicitada a justiça, então a gente está agora nessa etapa de análise dos dados bancários e fiscais, mas dados do relatório de investigação de inteligência financeira recebido do Coaf, apontam que o grupo teria movimentado em dois anos aproximadamente 100 milhões de reais.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos e a apreensão de bens, como relógios e carros, para ressarcir as vítimas.
Ele usava as redes sociais, ostentando com carros de luxo, relógios, viagens, aviões, justamente para fazer a captação desses investidores. Os 10% que ele prometia muitas vezes ele não pagava esses 10% e as vítimas começaram a registrar os respectivos boletins de ocorrência, o que ensejou a abertura do inquérito policial.
A Polícia Civil informou que ainda trabalha para identificar o número total de vítimas e ressaltou que essa quantidade pode aumentar.