A opala piauiense vive um novo momento, impulsionado por ciência, tecnologia e articulação institucional, com a retomada do Arranjo Produtivo Local (APL) da Opala. O projeto é coordenado pelo geólogo Érico Gomes, do Instituto Federal do Piauí (IFPI), e pela professora Lilane Brandão, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).
Reunindo mineradores, artesãos, empreendedores e pesquisadores, o projeto impulsiona a cadeia produtiva, promovendo qualificação e inserindo a opala de Pedro II em um novo patamar no mercado nacional e internacional.
A iniciativa conta também com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Planejamento (Seplan).
Qualificação e autenticidade
A opala piauiense, encontrada principalmente em Pedro II, destaca-se pela resistência e pelo característico “jogo de cores”, atributos que a colocam entre as mais valorizadas do mundo.
Apesar desse destaque, sua exploração ocorria de maneira informal, com baixa tecnologia e sem certificação, o que dificultava a inserção nos mercados mais exigentes. Esse cenário começou a mudar com a atuação integrada do APL, que passou a investir em qualificação técnica, inovação e sustentabilidade.
Entre os avanços está a criação de um índice de sustentabilidade, que avalia aspectos sociais, ambientais e econômicos da atividade, além de estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e ao reaproveitamento de resíduos da mineração.
A pesquisa também busca identificar a “assinatura” da opala piauiense, com o objetivo de garantir autenticidade, agregar valor e ampliar sua presença no mercado internacional. O projeto já resultou na capacitação de garimpeiros e artesãos.