- 299 mil pessoas com deficiência no Piauí em 2022, correspondendo a 9,3% da população com dois anos ou mais.
- Piauí tem segunda maior proporção de pessoas com deficiência no Brasil, atrás apenas de Alagoas.
- Proporção de deficiência é maior entre mulheres no Piauí, com 10,18%, contra 8,53% entre homens.
- População indígena do Piauí tem maior proporção de deficiência, com 16,6%, seguida por pretos e brancos.
- Proporção de pessoas com deficiência aumenta com a idade, chegando a 28,13% entre idosos no Piauí.
Cerca de 299 mil pessoas com dois anos ou mais de idade tinham alguma deficiência no Piauí em 2022, o equivalente a 9,3% da população nessa faixa etária. O estado apresentou a segunda maior proporção do país, atrás apenas de Alagoas, com 9,6%. No Brasil, o percentual foi de 7,3%.
Os dados são do Censo Demográfico 2022, realizado pelo IBGE, e integram o informativo Pessoas com deficiência e desigualdades sociais no Brasil.
Proporção é maior entre mulheres
No Piauí, 10,18% das mulheres com dois anos ou mais de idade apresentavam alguma deficiência em 2022. Entre os homens, o percentual era de 8,53%. A diferença também aparece nos dados nacionais. No Brasil, 8,08% das mulheres e 6,46% dos homens apresentavam alguma deficiência.
Percentual varia conforme cor ou raça
Entre os grupos de cor ou raça, a maior proporção de pessoas com deficiência no Piauí foi registrada entre a população indígena, com 16,6%.
Na sequência aparecem:
- Pessoas pretas: 11,3%;
- Pessoas brancas: 9,72%;
- Pessoas pardas: 8,88%.
No Brasil, os percentuais foram de 8,56% entre pessoas pretas, 7,16% entre pardas, 7,07% entre brancas, 6,64% entre amarelas e 6,55% entre indígenas.
Proporção aumenta com a idade
Os dados do IBGE mostram que a proporção de pessoas com deficiência aumenta conforme avança a idade. No Piauí, o percentual era de 4,72% entre pessoas de 30 a 39 anos. Na faixa de 40 a 59 anos, o índice subia para 11,48%. Entre pessoas com 60 anos ou mais, chegava a 28,13%.
No Brasil, os percentuais eram de 3,68% entre 30 e 39 anos, 8,15% entre 40 e 59 anos e 20,3% entre pessoas com 60 anos ou mais.
Dificuldade para enxergar é a mais registrada
A dificuldade para enxergar foi a condição mais frequente entre a população piauiense com dois anos ou mais, atingindo 5,3% desse grupo. O percentual foi o segundo maior do país.
Outras dificuldades registradas no Piauí foram:
- Caminhar: 3,3%;
- Pegar pequenos objetos: 1,7%;
- Funções mentais: 1,7%;
- Ouvir: 1,6%.
O percentual relacionado à dificuldade para ouvir foi o maior do país.
Dados nacionais
No Brasil, a dificuldade para enxergar também apresentou a maior proporção, atingindo 4% da população com dois anos ou mais. Na sequência estavam as dificuldades para caminhar (2,6%), pegar pequenos objetos (1,4%), relacionadas a funções mentais (1,4%) e para ouvir (1,3%).