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Mulher é presa no PI suspeita de integrar grupo que realizava “compras fantasmas” com base em SP

Ela foi capturada durante a operação “Compra Fantasma”, deflagrada na manhã desta terça-feira (25), na região do bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina.

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  • Geysa Vitória foi presa suspeita de integrar esquema de golpes de compras fantasmas na região do bairro Santo Antônio.
  • Operação "Compra Fantasma" deflagrada na manhã desta terça-feira, com ações em Teresina e São Paulo.
  • Esquema envolvia falsos pagamentos e motoristas de aplicativo para retirada de produtos sem efetiva compra.
  • Investigação aponta prejuízo de R$ 500 mil e mais de 110 vítimas em Teresina, com conexão com grupo de São Paulo.
  • Polícia Civil do Piauí e outras unidades federativas atuaram em operações conjuntas contra fraudes eletrônicas.
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Uma mulher identificada como Geysa Vitória foi presa suspeita de integrar um esquema de golpes de compras fantasmas pela internet e enganar vendedores. Ela foi capturada durante a operação “Compra Fantasma”, deflagrada na manhã desta terça-feira (25), na região do bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina. A ação também ocorreu em São Paulo.

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA?

Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado Humberto Márcola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), informou que as investigações apontam para um esquema, com base em São Paulo, de compra falsa de produtos eletrônicos, como celulares e notebooks, anunciados por vítimas em plataformas de venda.

Os investigados identificavam vítimas que anunciavam produtos usados em plataformas como Mercado Livre e OLX, se apresentavam como compradores interessados e enviavam e-mails falsos simulando a aprovação do pagamento. 

“O grupo de São Paulo fazia abordagem às vítimas que que vendiam produtos, nos aplicativos do OLX, aplicativo do Instagram, e aí ele mandava um motorista de aplicativo buscar os produtos e, mas na verdade, não tinha compra nenhuma. Ele enviava, ele falseava uma mensagem, uma boleto, uma mensagem do MercadoLivre, afirmando que a compra tinha sido efetivada, que o valor tinha sido efetivado e que poderia ser entregue aquele produto”

O produto era retirado por motorista de aplicativo, sem que houvesse pagamento real, e revendido por colaboradores locais, com divisão de 70% para o líder e 30% para quem recebia a mercadoria. A suspeita seria responsável, em Teresina, por receber esses produtos e enviá-los para São Paulo.

Então uma conexão Piauí- São Paulo.

Como funcionava o folpe./Foto: DRCC

ATUAÇÃO DA INVESTIGADA E PREJUÍZO

A suspeita alegava ser empresária autônoma, mas não possuía profissão registrada. Até o momento, a polícia identificou mais de 110 vítimas. Segundo o delegado, o prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 500 mil.

O interessante é que nas mensagens de WhatsApp entre ela e ele, lá em São Paulo, eles diziam: "Olha, conseguimos. Cadê o notebook?" A Polícia Civil do Estado do Piauí está de parabéns. Está em São Paulo também, 40 policiais lá em São Paulo, principalmente na capital. Temos outras cidades ali no entorno de São Paulo também, prendendo toda essa organização, disse.

Prints mostram suspeito de São Paulo./Foto: DRCC

Fotos encontradas./Foto: DRCC

Em São Paulo, são aproximadamente 20 mandados de prisão sendo cumpridos, além de 20 mandados de busca e apreensão. “Só para mostrar que a Polícia Civil do Estado do Piauí, a DRCC, ela vai aonde o hacker está, onde o golpista está”, afirmou o delegado.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores, além da apreensão de veículos e materiais dos investigados, com o objetivo de garantir o ressarcimento financeiro das vítimas prejudicadas. O delegado ainda destacou a atuação da suspeita presa em Teresina: 

A família ficou ali surpreendida com o que estava acontecendo, mas as provas são robustas. A gente tem conversas dela com a organização criminosa de São Paulo. Ela manda a imagem do notebook. Tava tentando conseguir outras pessoas para também receber esses produtos e sempre ali na naquele bairro era direcionado os produtos de todas as vítimas aqui de Teresina” disse.

Conversa entre os suspeitos./Foto: DRCC

Além da operação "Compra Fantasma", a Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da SOI e das Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo deflagrou nesta data (25) também deflagrou a operação "Miragem financeira", ação conjunta contra dois grupos criminosos especializados em fraudes eletrônicas.

 Ao todo, foram cumpridos mais de 40 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. 

A DRCC destacou que as duas investigações reuniram dados de inteligência, provedores de aplicação e instituições financeiras de diferentes estados, evidenciando a integração da Polícia Civil do Piauí com forças de segurança de outras unidades da federação. 

O prejuízo somado às vítimas das duas operações supera R$ 1 milhão, com mais de 100 vítimas identificadas somente no Piauí.

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