SEÇÕES

Mensagens diziam que filha do prefeito de Parnaíba ficaria “sequelada”, explica delegado

Grupo de WhatsApp onde pessoas acompanhavam a rotina da criança tinha cerca de 800 integrantes

Ver Resumo
  • Polícia Civil investiga mensagem de WhatsApp que mencionou que filha do prefeito ficaria sequelada.
  • Três pessoas foram monitoradas por interessar na rotina da criança, incluindo horários e frequência escolar.
  • Delegado destaca que a frase "vai ficar sequelada" chamou atenção por possíveis intenções criminais.
  • Investigação busca esclarecer se a declaração indicava ameaça ou apenas comentário sobre escola pública.
  • Caso envolve dois procedimentos distintos: um cível e outro criminal, com medidas protetivas.
Siga-nos no

A frase “vai ficar sequelada” foi o principal ponto de atenção da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) na investigação sobre a perseguição à filha de dois anos do prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel. Em entrevista ao repórter Carlos Mesquita, da TV Meio Norte, o delegado Ayslan Magalhães explicou que a mensagem foi identificada em um grupo de WhatsApp com cerca de 800 pessoas e agora é analisada para esclarecer o contexto e a intenção de quem a escreveu.

Mensagem chamou atenção da Polícia

Segundo o delegado, três pessoas investigadas demonstravam interesse pela rotina da criança, com comentários sobre horários de entrada e saída da escola, frequência e dias em que ela estaria no local.

No entanto, foi uma mensagem específica que levou a apuração para um ponto de maior preocupação na esfera criminal: a declaração de que a filha do prefeito “vai ficar sequelada”.

“Então, elas comentavam o horário de entrada, de saída, se realmente estava frequentando, que dias estavam frequentando, mas o que chamou mais atenção para a esfera criminal foi o mensagem no qual um desses indivíduos disse que a filha do prefeito ficaria sequelada.”

A Polícia Civil agora tenta descobrir  de onde partiu a ideia de que a criança ficaria “sequelada” e qual era o significado da declaração.

“Então, a gente está investigando nesse sentido de onde partiu essa ideia de sequela. Se foi pelo simples fato dela estudar em uma escola pública ou se alguém iria fazer algum mal, futuro injusto contra a filha do prefeito.”

A Polícia busca esclarecer se a frase sobre a criança ficar “sequelada” foi apenas um comentário relacionado ao fato de ela estudar em uma escola pública ou se poderia indicar uma intenção de praticar algum tipo de violência contra a menina.

Dois procedimentos diferentes

Ayslan também explicou que o caso envolve dois procedimentos distintos: um na esfera cível e outro na criminal.

Na Justiça, a medida protetiva cível determinou que três pessoas não monitorem, sigam ou busquem informações sobre a rotina da criança. A decisão também impede a obtenção ou divulgação de informações sobre seus horários, locais frequentados e deslocamentos.

“É importante distinguir aqui que tem dois procedimentos, dois processos diferentes, tem um processo cível e um processo criminal.”

Já a investigação criminal apura uma suposta ameaça relacionada às mensagens identificadas pela Polícia Civil.

Relembre o caso

A Justiça concedeu uma medida protetiva cível em favor da filha de dois anos do prefeito de Parnaíba, após informações sobre o acompanhamento da rotina da criança. Três pessoas foram proibidas de monitorar, seguir ou buscar e divulgar informações sobre seus horários, locais frequentados e deslocamentos.

Paralelamente, a Polícia Civil do Piauí (PC-PI) abriu uma investigação criminal para apurar uma possível ameaça. Durante a apuração, foram analisadas conversas de um grupo de WhatsApp com cerca de 800 integrantes, nas quais, segundo a polícia, havia interesse pela rotina escolar da menina.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP