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- A proposta de reforma da escala de trabalho 6x1 gera debates no Congresso Nacional e entre a população brasileira.
- O dispositivo prevê uma reorganização na carga horária de funcionários sob o regime da CLT, com foco em mais tempo livre para os trabalhadores.
- Os entrevistados em Teresina são divididos sobre a medida, com alguns defendendo que ela melhoraria a qualidade de vida e outros argumentando que há prioridades como remuneração.
- A transição progressiva proposta pela Câmara dos Deputados prevê a adoção da escala 5x2 em todos os setores da economia até 2030, com redução gradual das horas semanais de trabalho.
A proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1, em que trabalhadores atuam seis dias consecutivos e possuem um dia de folga durante a semana, tem gerado debates no Congresso Nacional, em setores produtivos e também na população brasileira.
O dispositivo prevê que seja feita uma reformulação na carga horária de funcionários sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O MeioNews foi às ruas de Teresina para questionar a população: o que você faria se tivesse mais tempo livre?
O QUE PENSA A POPULAÇÃO?
Para a vendedora Mônica Patrícia, a medida é positiva e vista com bons olhos. De acordo com ela, o tempo a mais tornaria a rotina mais tranquila e a faria passar mais tempo com a família:
“Eu acho que conseguiria ficar mais tempo com a família, porque a gente se torna mais ausente de casa, dos amigos e do lazer. De tal forma, é um descanso de uma forma geral”, afirmou a vendedora.
Já para Wesley Henrique, apesar de entender a importância de mais tempo livre para o trabalhador, existem outros direitos trabalhistas que também devem entrar em debate:
“Eu acredito que, no momento, não é isso que o trabalhador precisa. Sei que precisamos de mais tempo livre, mas o trabalhador também precisa de uma melhor remuneração”, destacou.
Quem também aprova a medida é Josiane dos Santos. De acordo com ela, os impactos seriam positivos na economia:
"Eu acho uma boa proposta porque, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, o mercado também vai agregar maior valor", pontuou.
COMO FUNCIONARIA O NOVO MODELO DE TRABALHO?
A reformulação do modelo de trabalho propõe que o trabalhador consiga ter mais dias livres.
A mais aceita é a escala 5x2, na qual os funcionários trabalhariam cinco dias na semana, com duas folgas programadas.
O QUE MUDARIA NA PRÁTICA?
Para o trabalhador, a aprovação é vista como uma forma de ter maior qualidade de vida, mais disponibilidade para administrar pendências do dia a dia e também como um mecanismo para promover a melhora na saúde mental dos brasileiros.
A escala 6x1 é utilizada em setores como telemarketing, comércio, serviços e indústria em geral. As opiniões sobre o fim do modelo de trabalho são divididas.
Caso aprovado, o novo modelo poderia aumentar a produtividade e fazer com que os trabalhadores estivessem mais dispostos no cotidiano, o que elevaria os lucros das empresas.
Em contrapartida, há quem defenda que a aprovação poderia elevar os custos operacionais das empresas e que alguns setores, principalmente o comercial, teriam dificuldade em se adaptar, o que poderia gerar perda de lucro.
TRANSIÇÃO PROGRESSIVA
Recentemente, a Câmara dos Deputados vem analisando a mudança da escala de trabalho de forma progressiva, em uma transição de quatro anos.
O que é proposto é que, até 2030, a escala 5x2 já entre em vigor em todos os setores da economia. Na prática, o regime funcionaria da seguinte forma:
A jornada de trabalho passaria, assim, para 43 horas semanais em 2027; 42 horas semanais em 2028; 41 horas semanais em 2029, chegando a 40 horas semanais em 2030.