- 3.728 internos do Piauí participaram do Encceja 2026 em unidades prisionais e outras localidades.
- As provas ocorreram em duas etapas: ensino fundamental no primeiro dia e ensino médio no segundo.
- O número de participantes cresceu em relação a 2025, com 3.562 inscritos no ano anterior.
- A preparação para o exame foi feita ao longo do ano em parceria com a Secretaria da Educação.
- A certificação é oferecida aos que atingirem a pontuação mínima exigida pelo exame.
Cerca de 3.728 internos do sistema prisional do Piauí participaram das provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026. As avaliações foram realizadas na terça-feira (6) e quarta-feira (7), nas próprias unidades penais do estado e de outras partes do país.
O primeiro dia de provas foi destinado às competências do ensino fundamental, enquanto o segundo contemplou os conhecimentos do ensino médio. A aplicação do exame foi realizada pela Fundação Cesgranrio.
Número de participantes cresce
O quantitativo registrado neste ano é superior ao de 2025, quando 3.562 internos foram inscritos no Encceja. A participação no exame possibilita aos internos que atingirem a pontuação mínima exigida obter a certificação de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio, de acordo com a prova realizada.
Segundo a diretora de Humanização e Reintegração Social da Secretaria da Justiça do Piauí (Sejus), Geusélia Cavalcante, o crescimento da participação acompanha uma tendência observada nas unidades prisionais.
“Em todas as nossas unidades, o exame ocorreu com a tendência anual de crescimento. Nossas perspectivas são excelentes, porque os reeducandos tiveram preparatórios para isso. Esperamos que a gente tenha um número altíssimo de pessoas com aprovação recebendo devidamente sua certificação”, afirmou.
Preparação ocorreu durante o ano
As unidades prisionais realizaram, ao longo do ano, revisões preparatórias para o exame em parceria com a Secretaria da Educação do Piauí (Seduc). A preparação teve o objetivo de auxiliar os internos que se inscreveram para participar das provas.
Na Penitenciária Professor José de Ribamar Leite, em Teresina, 678 internos estavam matriculados para o Encceja. O gerente da unidade, Ari Filho, destacou a participação dos internos como uma oportunidade de avanço na educação e na reintegração social.
“Aqui foram mais dois dias de avanço no sistema penitenciário piauiense, 678 internos matriculados no Encceja, mais do que 50% da população carcerária da nossa unidade. Eles estão fazendo essas provas e tendo essa oportunidade de mudança”, declarou.
A participação em exames de certificação faz parte das ações educacionais desenvolvidas no sistema prisional, contribuindo para ampliar as oportunidades de formação dos internos e para o processo de reintegração social.