- O corpo do delegado Ronaldo Lopes foi encontrado em uma área de difícil acesso na zona rural de Teresina.
- A vítima era procurada por forças de segurança dos estados do Piauí e do Pará desde a última segunda-feira (1º).
- O local onde o corpo foi encontrado guarda ligação histórica com a família do delegado, que cresceu ali.
- A suspeita é de que Ronaldo Lopes tenha retornado ao espaço por motivos pessoais e enfrentava quadro de depressão.
O corpo que seria do delegado Ronaldo Lopes de Oliveira, natural do Piauí e integrante da Polícia Civil do Pará (PC-PA), foi encontrado na manhã desta quinta-feira (4) em uma área de difícil acesso na zona rural de Teresina. Segundo informações apuradas no local, o terreno onde a vítima foi localizada pertence à família e possui forte valor afetivo, já que foi onde o delegado cresceu ao lado do pai e dos irmãos. Ronaldo estava desaparecido desde a última segunda-feira (1º) e era procurado por forças de segurança dos estados do Piauí e do Pará. De acordo com informações levantadas durante as investigações, a área onde o corpo foi encontrado guarda uma ligação histórica e emocional com a família. O local seria um antigo terreno familiar, marcado por lembranças da infância e da convivência entre parentes. A suspeita é de que o delegado tenha retornado ao espaço por motivos pessoais. Próximo ao corpo, também teriam sido encontradas bebidas, material que deverá passar por análise durante o andamento das investigações. O veículo utilizado por Ronaldo Lopes foi localizado na mesma região onde o corpo foi encontrado. O carro foi visto durante a madrugada, fato que chamou a atenção dos moradores da comunidade. Por se tratar de uma região de difícil acesso, os trabalhos de perícia enfrentaram dificuldades nos primeiros levantamentos, o que exigiu uma atuação mais detalhada das equipes responsáveis pela coleta de provas e análise da cena. Familiares informaram às autoridades que o delegado enfrentava um quadro de depressão, informação que passou a integrar as linhas de investigação. A apuração busca esclarecer todas as circunstâncias que antecederam o desaparecimento e a morte da autoridade policial. Ronaldo Lopes deixa uma filha que reside no município paraense onde ele trabalhava e mantinha suas atividades profissionais. Além da atuação na segurança pública, Ronaldo Lopes também teve passagem pela política. Ele chegou a exercer o cargo de prefeito de Igarapé-Açu, no Pará, antes de retornar à carreira policial. Ao longo dos anos, construiu trajetória tanto na área da segurança quanto na administração pública. O desaparecimento de Ronaldo Lopes de Oliveira mobilizou forças de segurança dos estados do Piauí e Pará nos últimos dias. O delegado era titular de uma unidade da Polícia Civil do Pará (PC-PA) em Mosqueiro e viajava para Teresina. Ele deveria retornar ao trabalho na quarta-feira (3), mas não compareceu à unidade policial e deixou de manter contato com familiares e colegas. Durante o trajeto, o delegado realizou dois abastecimentos, um em Boa Vista do Gurupi e outro em Bacabal, ambos no Maranhão. Após a falta de notícias, familiares registraram um boletim de ocorrência e acionaram as autoridades. Posteriormente, o carro utilizado por ele foi encontrado na zona rural de Teresina, trancado e com o colete balístico em seu interior, fato que aumentou a preocupação dos investigadores. As buscas passaram a ser conduzidas de forma conjunta pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI), por meio da Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e pela Polícia Civil do Pará (PC-PA). A localização do corpo ocorreu após dias de diligências, levantamentos de campo e troca de informações entre as equipes dos dois estados. Antes do desaparecimento, Ronaldo Lopes esteve à frente de um dos casos de maior repercussão recente no Pará. Em abril deste ano, ele participou da prisão de um suspeito de envolvimento na morte da cantora Rute Gomes dos Santos, conhecida artisticamente como Ruthetty. A artista foi encontrada morta em dezembro do ano passado, dentro da residência onde morava, no bairro da Marambaia, em Belém. O delegado também teve passagem pela segurança pública do Piauí antes de ser aprovado em concurso e seguir carreira na Polícia Civil do Pará.TInha QUADRO DE DEPRESSão
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