- Justiça manteve prisão temporária de Douglas Fonseca e dez outros investigados por estelionato e lavagem de dinheiro.
- Grupo suspeito operou esquema com mais de 70 vítimas e movimentou R$ 100 milhões em dois anos pela DF Group.
- Homens foram encaminhados à Cadeia Pública de Altos e mulheres à Penitenciária Feminina de Teresina.
- Polícia Civil informa que ainda há um foragido e que investiga movimentação financeira de aproximadamente R$ 100 milhões.
- CEO da empresa ostentava vida de luxo nas redes sociais para atrair vítimas e criar ilusão de prosperidade.
A Justiça manteve, em audiência de custódia realizada no sábado (11), a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo e de outros dez investigados por suspeita de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A medida tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por igual período.
Segundo a Polícia Civil do Piauí, o grupo é suspeito de operar um esquema que fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos por meio da empresa DF Group. Os homens foram encaminhados à Cadeia Pública de Altos e as mulheres à Penitenciária Feminina de Teresina.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, duas pessoas estavam foragidas, mas uma delas se entregou na noite da última sexta-feira (10) na Central de Flagrantes. Agora só resta um foragido.
Em uma coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou, por meio do delegado Roni Silveira, que foram realizadas 10 prisões e que duas pessoas suspeitas de envolvimento no esquema permaneciam foragidas até aquele momento. Os investigados são do Piauí e do Maranhão.
A DF Group é alvo de uma investigação que apura um suposto esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A empresa de investimentos ganhou notoriedade em Teresina por oferecer aplicações financeiras com promessa de retorno aos clientes.
Em junho, pelo menos quatro pessoas procuraram a TV Meio Norte e o 1º Distrito Policial de Teresina para formalizar denúncias relacionadas aos investimentos realizados na empresa. Os relatos apontam que essas pessoas fizeram aplicações na plataforma nos últimos meses e não tiveram retorno dos valores investidos.
O delegado Roni Silveira afirmou que o CEO da empresa, Douglas Fonseca, ostentava uma vida de luxo nas redes sociais para ludibriar e atrair vítimas.
Nos últimos dois anos, que é quando a gente tem realmente a captação deles de vítima, toda aquela movimentação em rede social para chamar a atenção, para dar uma aparência de prosperidade, que se tratava de um negócio próspero, a gente pode dizer que nos últimos dois anos o grupo se movimentou aproximadamente 100 milhões de reais. A gente ainda está em fase de análise dos dados bancários e fiscais, já foi solicitada a justiça, então a gente está agora nessa etapa de análise dos dados bancários e fiscais, mas dados do relatório de investigação de inteligência financeira recebido do Coaf, apontam que o grupo teria movimentado em dois anos aproximadamente 100 milhões de reais.
A Polícia Civil informou que ainda trabalha para identificar o número total de vítimas e ressaltou que essa quantidade pode aumentar.