O delegado Matheus Zanatta usou as redes sociais nesta sexta-feira (13) para comentar a condenação do homem acusado de matar o policial civil Marcelo Soares da Costa durante uma operação no Maranhão. Na publicação, o delegado relembrou a convivência com o colega de corporação e destacou a dedicação do agente ao trabalho.
Marcelo era do meu turno no COTE. Fizemos juntos o tão sonhado curso de operações. Sempre foi um policial extremamente dedicado ao trabalho, à sua família e aos amigos. Com sua postura e compromisso, tornou-se uma referência para todos dentro da Polícia Civil.
Momento em que recebeu a notícia
Zanatta também relatou como soube da morte do colega. Segundo ele, a informação foi repassada por telefone pelo então secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas.
Eu estava na academia quando recebi uma ligação do então secretário de segurança, Chico Lucas, informando que o policial Marcelo Soares havia falecido durante uma operação. De imediato, segui em uma aeronave para buscar o corpo do nosso colega e trazer também a equipe que o acompanhava, todos ainda em estado de choque. Era uma missão que deveria ser mais um dia normal de trabalho, mas terminou de forma trágica.
SENTIMENTO DE ALÍVIO E JUSTIÇA
Ao comentar o resultado do julgamento, o delegado afirmou que a condenação não ameniza a perda, mas representa uma resposta da Justiça.
A vida de Marcelo não será trazida de volta, mas a justiça foi feita. Essa condenação traz um pouco de alívio para todos nós que convivemos com ele e seguimos honrando sua memória todos os dias. Marcelo jamais será esquecido. Seu exemplo seguirá inspirando gerações de policiais.
Condenação do acusado
O réu Bruno Manoel Gomes Arcanjo foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão pela morte do policial e pela tentativa de homicídio contra outros três agentes.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (12), durante sessão do Tribunal do Júri no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 3 de setembro de 2024, durante uma operação policial no município de Santa Luzia do Paruá. A ação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão na residência do acusado.
Durante a operação, Bruno Manoel Gomes Arcanjo efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais. O agente Marcelo Soares, que integrava o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), foi atingido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o confronto, o acusado se rendeu. Em depoimento, admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou que não sabia que se tratava de policiais.
Outros agentes sobreviveram
De acordo com a denúncia do Ministério Público, quatro policiais sobreviveram ao ataque: Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira, João Francisco Braz Vaz, Átila Oliveira Soares e Egídio dos Santos Silva Filho.
Na ocasião, Marcelo participava da Operação Turismo Criminoso, que investigava suspeitas de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI) e em financiamentos bancários.