Lucila Meireles Costa, presa na última sexta-feira (20) no Centro de Teresina, teve a prisão mantida pela Justiça do Piauí. Investigada por se passar por advogada, ela é alvo da Operação Erga Omnes, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.
A prisão foi mantida após audiência de custódia. A informação foi confirmada ao MeioNews pelo delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais (DEOP).
INVESTIGAÇÕES CONTRA LUCILA E PRINTS LIGADOS AO CV
A Polícia Civil do Amazonas, responsável pelas investigações, obteve prints de conversas no celular de Lucila que indicam o acesso a informações sigilosas do Tribunal de Justiça do Amazonas para beneficiar integrantes ligados ao Comando Vermelho.
Segundo a polícia, as mensagens mencionam transferências via Pix e consultas sobre mandados de prisão, incluindo o envio de comprovante de pagamento a um servidor do tribunal.
OPERAÇÃO
A operação cumpriu 14 mandados de prisão em diferentes estados. Entre os detidos estão um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, uma ex-chefe de gabinete e outros suspeitos ligados ao chamado núcleo político investigado.
De acordo com a polícia, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, utilizando empresas de fachada para facilitar a compra e a distribuição de drogas. Lucila se apresentava como advogada, apesar de não possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e é apontada como lobista do grupo.