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Investigado por morte de jovem em acidente no PI tem CNH suspensa e passa a usar tornozeleira

Suspeito confessou ter pilotado motocicleta no momento do acidente e foi submetido a medidas cautelares.

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  • Homem suspeito de acidente fatal em Campo Maior foi localizado e teve CNH suspensa.
  • Acidente ocorreu em 7 de setembro na BR-343, com vítima morta após ser atingida por carro.
  • Investigado confessou ter conduzido motocicleta e foi monitorado por tornozeleira eletrônica.
  • Justiça determinou medidas cautelares e autorizou buscas por veículo e documentos do acidente.
  • Crime investigado inclui homicídio culposo e omissão de socorro, sem prisão preventiva.
Da esquerda para direita: Diego José Pereira de Souza/ Investigado por conduzir a moto/ Local do acidente na BR-343, em Campo Maior. | Foto: Reprodução
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O investigado de conduzir a motocicleta no acidente que matou Diego José Pereira de Souza, de 22 anos, foi localizado pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de medidas cautelares nesta quarta-feira (16). O homem ainda confessou que pilotava o veículo no momento do ocorrido.

A polícia divulgou apenas as iniciais: A. F. A.  O caso ocorreu no dia 7 de setembro deste ano, por volta das 14h, na BR-343, no bairro São Luís, em Campo Maior. A investigação é conduzida pela 1ª Delegacia Seccional de Campo Maior.

 Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. As imagens apontam que a motocicleta, conduzida pelo investigado, saiu de uma estrada vicinal, entrou na rodovia e cortou a frente da vítima.

Diego José Pereira de Souza, morto em acidente Campo Maior./Foto: Reprodução

Ao tentar se desviar, o jovem foi atingido por um carro que trafegava no sentido oposto. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado ao Hospital Regional de Campo Maior, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo as autoridades, o investigado havia deixado o local sem prestar socorro e não tinha se apresentado à polícia até então. Após diligências e análise das imagens de segurança, o suspeito foi identificado.

VEJA O VÍDEO!

Em um vídeo compartilhado pelo delegado Matheus Zanatta nas redes sociais, ao ser questionado sobre o ocorrido, o investigado alegou:

Na realidade não foi nenhuma fuga. Eu saí na hora do acidente, que aconteceu o ocorrido. Eu tava parado na minha mão na minha mão certinha ali, na minha mão no local.  Quando eu olhei para o lado, não vi veículo nenhum. Olhei para o lado, tinha dois carros, com o fusca que ele bateu. Quando passou os dois carros, eu peguei, olhei e acelerei e entrei na via, normal. Só quando eu me deparei com o caminhão, eu me espantei com ele já perto de mim.

A Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares, que incluem:

  • monitoramento por tornozeleira eletrônica;
  • permanência na comarca de Campo Maior, sem autorização para deixá-la;
  • suspensão da habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor até a conclusão definitiva do inquérito.

Durante a abordagem policial em sua residência, o investigado foi conduzido para a instalação do equipamento de monitoramento e para prestar depoimento na delegacia.

E se você descumprir qualquer uma dessas medidas cautelares, nós vamos pedir a sua prisão, certo? Então, você vai colocar a tornozeleira, não pode mais pilotar motocicleta, que tá suspensa a sua Carteira Nacional de Habilitação, destacou o delegado Zanatta ao investigado no momento da abordagem.

Além disso, foram autorizadas buscas em três endereços ligados ao suspeito para localizar e apreender a motocicleta utilizada no acidente, documentos do veículo, capacetes, roupas e calçados compatíveis com os registrados nas imagens. O material será submetido à perícia para auxiliar na apuração dos fatos.

Material apreendido./Foto: SSP-PI

Segundo a SSP, o inquérito policial apura, em tese, os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro.

A Justiça indeferiu o pedido de prisão preventiva por não haver previsão legal para a medida diante da natureza culposa do crime investigado.

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