- Paulistana condena Vagner Rodrigues Bonfim a 15 anos e quatro meses por tentativa de feminicídio e descumprimento de medida protetiva.
- MPPI sustentou acusação em plenário, destacando que a violência doméstica envolve uso de fogo contra a ex-companheira.
- Vítima perdoou acusado, mas MPPI reforçou que isso não diminui gravidade dos fatos nem isenta réu de responsabilidade penal.
- Jurados acolheram integralmente tese ministerial e condenaram réu, reafirmando compromisso do Estado com justiça e proteção à mulher.
- Condenação destaca que violência doméstica é questão pública e que proteção à vida das mulheres é dever da sociedade.
A Promotoria de Justiça de Paulistana, obteve, na terça-feira (4), a condenação de Vagner Rodrigues Bonfim a 15 anos e quatro meses de reclusão. O réu foi sentenciado pelos crimes de tentativa de feminicídio, com emprego de meio cruel, e pelo descumprimento de medida protetiva de urgência contra a ex-companheira.
A tese de acusação foi sustentada em plenário pela promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu tentou matar a vítima ao atear fogo contra ela, em um evidente contexto de violência doméstica e familiar.
O ciclo da violência em debate
Um dos pontos centrais da sessão ocorreu quando a vítima declarou, em depoimento, ter perdoado o acusado. Em resposta, o MPPI atuou para demonstrar aos jurados que essa manifestação, embora compreensível devido às características de dependência e vulnerabilidade do ciclo da violência doméstica, não diminui a gravidade dos fatos, tampouco isenta o réu de sua responsabilidade penal.
Os jurados acolheram integralmente a tese ministerial e votaram pela condenação. Para a representante do Ministério Público, a decisão representa um avanço no enfrentamento à violência contra a mulher na Comarca de Paulistana, reafirmando o compromisso do Estado com a justiça.
A condenação destaca que a violência doméstica não é uma questão privada e que a proteção da vida das mulheres é dever de toda a sociedade, ressaltou a promotora de Justiça Gabriela Almeida.
(Com informações do MPPI)