O Governo do Piauí vai iniciar um estudo de viabilidade para a construção da Barragem de Castelo, prevista para o rio Poti, entre Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. O estudo será custeado com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com aporte total previsto de R$ 21,25 milhões.
“Esse é um passo decisivo para transformar uma demanda histórica em realidade. Estamos falando de uma obra com profundo significado estratégico e humano para o nosso estado. Do ponto de vista estratégico, ela fortalece a nossa infraestrutura hídrica, amplia a capacidade de armazenamento de água, contribui para a regularização das vazões e oferece mais segurança para o abastecimento, para a produção e para o planejamento regional”, avalia o diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Felipe Eulálio.
BENEFÍCIO
A barragem deve beneficiar diversos municípios e terá capacidade estimada de mais de 1 bilhão de metros cúbicos de água, contribuindo para o abastecimento, a produção agrícola e a redução dos impactos da seca.
A execução ficará sob responsabilidade do Idepi, com articulação junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Conforme dados iniciais do projeto, a barragem terá capacidade de acumulação de 1,024 bilhão de metros cúbicos de água.
LICITAÇÃO
Segundo o governo, o processo de instrução da licitação que vai contratar o estudo está em andamento. A superintendente de Monitoramento Estratégico da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Gabriela Celso, informou que previsão de lançamento do edital é até o final deste primeiro semestre.
“O termo de referência está sendo construído em conjunto com o Idepi. Essa é uma obra estratégica para garantir segurança hídrica para a população de diversos municípios e também para promover o desenvolvimento econômico no território”, afirma.
A partir desse levantamento, serão definidos aspectos como localização precisa, impactos ambientais, custos detalhados e benefícios diretos para a população.