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Filha de mulher atropelada na zona Sul de Teresina contesta versão da polícia e pede justiça

Camila Oliveira afirma que mãe não era moradora de rua e relata que família de suspeita ofereceu dinheiro por silêncio no IML de Teresina

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  • Camila Oliveira, filha da vítima, desmentiu versão policial sobre o atropelamento.
  • A vítima não era moradora de rua e residia no bairro Saci, zona Sul de Teresina.
  • Camila questionou dinâmica do acidente e afirmou que há relatos controversos sobre a posição da vítima na pista.
  • A polícia investiga o caso e a motorista não foi responsabilizada até o momento.
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Camila Oliveira, filha da mulher que morreu após ser atropelada no bairro Saci, na zona Sul de Teresina, desmentiu que sua mãe era moradora de rua e contestou a versão apresentada pela polícia sobre como ocorreu o atropelamento. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela pediu justiça.

O atropelamento ocorreu no último domingo (10), quando a vítima estaria deitada na rua. Ela explicou que, embora a mãe tivesse um sério problema com alcoolismo, ela não era usuária de drogas e residia no mesmo bairro onde aconteceu o caso.

Todo mundo no bairro do Saci conhece minha mãe. Ela passava 2, 3 dia no meio da rua bebendo cachaça, mas não era porque ela era moradora de rua. É porque ela tava atrás do álcool. Ela bebia e depois ela retornava para casa da minha avó.

A filha também questionou a dinâmica do ocorrido e disse que há relatos controversos sobre a posição em que a vítima estava na pista no momento do acidente, com algumas testemunhas afirmando que ela estava deitada, mas não no meio da rua.

O local do acidente para é o local de onde a motorista faz a curva pula local onde minha mãe estava, é uma distância de mais de 3m.

Camila ainda afirmou que o carro da suspeita, por ser de alta tecnologia, poderia ter detectado movimento humano. Conforme ela, populares no local ainda afirmam que outra pessoa estava dirigindo, e não a mulher apontada como motorista.

Relatos de de testemunhas oculares, que disseram para gente que quem realmente estava dirigindo não era a dona Jaqueline, que é a mãe, era a filha dela, que é médica, entendeu? Que é a Gabriela.

Ela alega que a família não foi procurada pela polícia ou por qualquer outra autoridade para esclarecer os fatos, criticou a investigação e disse que, se a polícia tivesse investigado o paradeiro da vítima, teria encontrado a família, que reside próximo ao local do acidente.

Porque minha mãe foi uma vítima, ela foi atropelada, foi morta, a pessoa não prestou socorro, fugiu do local, só foi localizada porque a população localizou e logo após comunicou a polícia. Então, se a a polícia tivesse feito o trabalho dela direitinho, tivesse investigado onde morava a suposta moradora de rua, se ela tinha família ou não, eles tinham encontrado a família, porque a gente também é do Saci, a gente mora próximo.

Camila relatou que, no momento em que estavam no Instituto de Medicina Legal (IML) para reconhecer o corpo da vítima, a família da suspeita chegou ao local para oferecer dinheiro em troca de silêncio.

Então o que a gente tá atrás é só de justiça. É, eu também venho aqui falar para vocês que no momento de de mais dor da gente, que a gente estava ainda reconhecendo o corpo, eles pensando que por conta de ter dinheiro ia calar gente, foram no IML, é, o  irmão do seu Genivaldo e a cunhada foram no IML oferecer dinheiro para a gente. Pensando que por conta da gente ser de de família humilde, a gente ia ficar calado por causa de dinheiro. Não é assim que funciona. A gente quer justiça, a gente quer que seja investigado.

O QUE DISSE A POLÍCIA?

Em entrevista à Rede Meio Norte, no dia seguinte ao acidente, o delegado Odilo Sena afirmou que, com base nas investigações, a motorista não teria como evitar o atropelamento e, até o momento, não foi responsabilizada. Segundo ele, a vítima, de 50 anos, estava deitada em uma rua estreita do bairro Saci quando foi atingida por um SUV e morreu no local.

A condutora fez teste do bafômetro, que deu negativo, e teria descoberto a morte apenas na Central de Flagrantes. O caso segue sob investigação.

DEFESA

Em nota, a defesa técnica da suspeita, de iniciais J.D.S.C., informou que ela está colaborando com a investigação e que apresentou o veículo para a perícia oficial. Foram ouvidos policiais militares e testemunha ocular. Os advogados ainda lamentaram o ocorrido.

Os fatos serão esclarecidos exclusivamente no âmbito da investigação oficial, com observância do devido processo legal e das garantias constitucionais.

NOTA À IMPRENSA

A defesa técnica de J.D.S.C., condutora do veículo envolvido na ocorrência de trânsito do dia 10/05/26, no bairro Saci, zona sul de Teresina/PI, na qual houve o falecimento de M.S.O.V., informa que a investigada compareceu espontaneamente à Central de Flagrantes, no dia do ocorrido, para prestar os esclarecimentos solicitados pela autoridade policial

No procedimento, foram ouvidos policiais militares e testemunha ocular, além da realização de teste de alcoolemia, cujo resultado foi negativo.

Após análise dos elementos então disponíveis, a autoridade policial deixou de lavrar Auto de Prisão em Flagrante por ausência de elementos técnico-jurídicos mínimos aptos a sustentar imputação penal em sede flagrancial, determinando a instauração de inquérito policial para continuidade das apurações técnicas e periciais.

A condutora permanece colaborando integralmente com a investigação, inclusive com a apresentação do veículo para perícia oficial.

A defesa manifesta profundo pesar pela fatalidade e solidariedade aos familiares da vítima.

Contudo, esclarece que a liberdade de expressão e o direito à informação, embora constitucionalmente assegurados, não são absolutos e não autorizam a divulgação indevida de imagens, nomes e dados pessoais de envolvidos e terceiros, tampouco a propagação de imputações criminosas sem respaldo conclusivo nos elementos oficiais da investigação.

Tais condutas podem configurar ilícitos civis e penais, razão pela qual as medidas judiciais cabíveis já estão sendo adotadas para responsabilização dos envolvidos.

Os fatos serão esclarecidos exclusivamente no âmbito da investigação oficial, com observância do devido processo legal e das garantias constitucionais.

Teresina, Piauí, 12 de maio de 2026.

Alessandra Invencioni - OAB/SP 424.242; Taline Prado - OAB/PI 21.340; Yuri Chaves - OAB/PI 21.332.

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