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Famílias podem doar DNA para ajudar a localizar desaparecidos no Piauí até sexta (28)

Mobilização nacional começa nesta segunda-feira (24) e segue até sexta (28), com coleta gratuita de material genético em diferentes cidades do Estado

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  • A Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA começa nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28) no Piauí.
  • A coleta é gratuita, indolor e realizada com um cotonete na bochecha, permitindo comparação com bancos de DNA.
  • Familiares de primeiro grau devem priorizar a doação, com crianças permitidas desde que acompanhadas por responsável legal.
  • Doadores devem levar documento de identidade e informações do Boletim de Ocorrência referente ao desaparecimento.
  • A coleta pode ocorrer em qualquer ponto oficial do Estado, mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há anos.
Famílias podem doar DNA para ajudar a localizar desaparecidos no Piauí | Foto: Reprodução
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A Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começa nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28) com pontos de atendimento no Piauí. A iniciativa permite que familiares forneçam material genético para comparação com amostras de pessoas encontradas sem identificação, vivas ou mortas, ampliando as possibilidades de localização e identificação de desaparecidos. No Estado, a relação divulgada contempla postos em Teresina, Bom Jesus, Corrente, Floriano, Parnaíba, São Raimundo Nonato, Uruçuí, Piripiri e Picos.

Coleta é gratuita e indolor

A mobilização integra uma ação nacional que reúne órgãos de segurança pública e perícia de todo o país. Ao todo, são 342 pontos de coleta distribuídos pelas unidades da federação durante a semana. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também disponibilizará um posto no Palácio da Justiça, em Brasília.

A coleta é realizada por órgãos periciais oficiais, não tem custo e não exige retirada de sangue. O procedimento é feito com um cotonete na parte interna da bochecha e permite a obtenção do perfil genético do familiar.

Depois da coleta, o material pode ser comparado com perfis existentes nos bancos de DNA estaduais e nacional, além de possibilitar, em determinadas situações, a busca em bancos internacionais.

Foto: Divulgação

Quem pode doar

A orientação é que a coleta seja feita preferencialmente por familiares de primeiro grau. A ordem recomendada é: pai noou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Quando não for possível seguir essa ordem, outros familiares também podem ser considerados. Crianças podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal.

Quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir o procedimento.

O que levar

Para fazer a doação, o familiar deve apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência (BO) referente ao desaparecimento.

É necessário informar o número do BO, o Estado onde o registro foi feito e a delegacia responsável pelo caso. Caso tenha uma cópia do boletim, a recomendação é levá-la ao ponto de coleta, embora isso não seja obrigatório.

Não há prazo limite para a realização do procedimento. A família pode doar o material genético mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há anos, desde que exista um registro de ocorrência.

Onde fazer a coleta no Piauí

Teresina

Instituto de DNA Forense do Piauí (IDNA-PI) – Perito Criminal Raimundo Jorge de Andrade Júnior, na Rua Francisca de Melo Lobo, bairro Saci, Zona Sul.

Bom Jesus

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Praça Gilson Coelho, s/n, bairro Penitenciária.

Telefone: (86) 98115-5047.

Corrente

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Avenida João Lemos Paraguassú, s/n, bairro Novnoa Corrente.

Floriano

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Avenida João Luís Ferreira, bairro Centro.

Telefone: (86) 99560-5574.

Parnaíba

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Rua Dr. Manoel Lucas, 498, bairro Frei Higino.

Telefone: (86) 3322-8238.

São Raimundo Nonato

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Praça Coronel João Antunes de Macêdo, s/n, bairro Gavião.

Telefone: (89) 99429-6798.

Uruçuí

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia Regional, Rua Pista Pouso, s/n, bairro Aeroporto.

Telefone: (89) 99444-7504.

Piripiri

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia Regional, Rua João Damasceno, bairro Centro.

Telefone: (86) 99560-0273.

Picos

Núcleo Regional de Polícia Científica, na Delegacia de Polícia Civil, Avenida Senador Helvídio Nunes, s/n, bairro Junco.

Coleta pode ser feita fora da cidade do desaparecimento

A família não precisa realizar a coleta na mesma cidade onde ocorreu o desaparecimento. O procedimento pode ser feito em qualquer ponto oficial, desde que a situação seja informada aos profissionais responsáveis para o devido registro.

Também não é necessário que o familiar aguarde uma nova mobilização para fazer a doação. Caso não possa comparecer durante a semana, a orientação é procurar o ponto de coleta mais próximo e verificar com a equipe comoCrianças podem fornecer material genético viabilizar o procedimento.

Se a pessoa desaparecida for identificada posteriormente, será elaborado um laudo oficial de identificação, encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A equipe policial fará o contato com a família para comunicar o resultado e orientar sobre os próximos procedimentos.

A mobilização ocorre em agosto, mês que também marca o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado.

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