O piauiense Leandro Silva Sousa, de 30 anos, morreu durante uma operação policial realizada na quarta-feira (18), no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro. A família busca agora recursos para custear o traslado do corpo ao Piauí.
Em publicações nas redes sociais, parentes descreveram Leandro como uma pessoa “boa e cheia de sonhos” e pediram ajuda financeira para viabilizar o retorno do corpo ao estado de origem.
O QUE ACONTECEU?
A operação no Morro dos Prazeres foi conduzida pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com foco no combate ao tráfico de drogas na região.
Segundo a polícia, sete suspeitos foram mortos durante a ação, entre eles um homem conhecido como “Jiló dos Prazeres”, apontado como liderança do tráfico local. Após a operação, houve reações criminosas, incluindo incêndio de ônibus e bloqueios de vias na região central da cidade.
De acordo com o comandante do Bope, Marcelo Corbage, Leandro e a esposa teriam sido feitos reféns dentro da própria residência. Ele afirmou que o piauiense foi baleado durante disparos ocorridos no imóvel, no contexto de uma tentativa de negociação. A mulher foi resgatada em estado de choque. A origem do disparo ainda será investigada.
ESPOSA CONTESTA VERSÃO
A esposa de Leandro, Roberta Ferro, apresentou uma versão diferente da divulgada pela polícia. Segundo ela, o casal não foi feito refém e não houve troca de tiros. Em entrevista exibida pelo RJ2, da TV Globo, Roberta afirmou que os suspeitos pretendiam se entregar, mas foram mortos após a entrada dos policiais no imóvel.
O único tiro que teve lá foi o da polícia, não teve troca de tiro. A polícia derrubou a porta da minha casa com uma granada e já entrou atirando, não teve troca de tiros. Os três elementos que estavam dentro do meu quarto foram mortos sem reagir também. O meu marido ainda gritou ‘tem trabalhador aqui, tem morador’. Mas a polícia já entrou atirando.
INVESTIGAÇÃO E CONTEXTO
De acordo com a Polícia Militar, a operação teve origem em investigações iniciadas meses antes, após a prisão de um homem identificado como Marcelo Moita. A partir disso, os agentes chegaram a Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”.
Ele é apontado como chefe do tráfico na região e ligado ao Comando Vermelho, com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio, sequestro e roubo.
FAMÍLIA PEDE AJUDA
Sem condições financeiras para arcar com os custos do traslado, familiares de Leandro pedem doações para trazer o corpo ao Piauí. As contribuições podem ser feitas via PIX, em nome de Ivanildo da Silva Sousa (chave: 00450113388).