- Lucila Meireles Costa morreu após ser internada na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Promorar.
- Ela estava presa sob suspeita de se passar por advogada para corromper servidores da Justiça do Amazonas.
- A Secretaria de Estado da Justiça do Piauí confirmou a morte de Lucila Meireles Costa.
- Ela foi internada no dia 19 de maio com complicações no estado de saúde, incluindo diabetes descompensada.
Lucila Meireles Costa, que estava presa sob suspeita de se passar por advogada para corromper servidores da Justiça do Amazonas, morreu após ser internada na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Promorar devido a complicações no estado de saúde. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus).
Ela havia sido detida no dia 20 de fevereiro deste ano durante a Operação Erga Omnes e estava sob custódia na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim. Informações apontam que Lucila enfrentava problemas psicológicos e estava com dificuldade para se alimentar.
Em nota, a SEJUS informou que ela foi internada no dia 19 de maio "após constatação de complicações no seu quadro de saúde pré-existente de diabetes descompensada com hiperglicemia acidose metabólica e respiratória, conforme apontado na declaração de óbito do Instituto Médico Legal (IML)".
A secretaria ainda destacou que a Polícia Judiciária, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi acionada e atua no caso seguindo o protocolo estabelecido.
INVESTIGAÇão
A suspeita foi presa no Centro de Teresina por meio da Diretoria de Operações Policiais (DEOP). Segundo as investigações, ela corrompia servidores da Justiça no Amazonas para obter informações de processos sigilosos. A operação investigava a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, anotações e o token de uma advogada da OAB-AM, supostamente usado de forma ilegal. Segundo a polícia, o grupo alvo da operação teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, utilizando empresas de fachada para facilitar a compra e a distribuição de drogas.
Relatórios de inteligência identificaram movimentações bancárias atípicas e incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de transferências entre membros do grupo e empresas ligadas à organização.
Foram cumpridos mandados de prisão em diferentes estados. A extração de dados de celulares ajudou a mapear a estrutura criminosa.
NOTA
A Secretaria da Justiça por meio da Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária informa que a interna Lucila Meireles Costa faleceu na última sexta-feira, dia 22 de maio, na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Promorar, onde se encontrava internada desde o dia 19 do corrente mês, após constatação de complicações no seu quadro de saúde pré-existente de diabetes descompensada com hiperglicemia acidose metabólica e respiratória, conforme apontado na declaração de óbito do Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Judiciária por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado cumprindo o protocolo estabelecido pela Sejus.
A devida assistência está sendo prestada aos familiares da interna.