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Excesso de aguapés dificulta pesca no Rio Poti e mobiliza pescadores em Teresina

Ação realizada no sábado (29) buscou liberar trechos do rio utilizados por pescadores e alertar para os impactos da poluição sobre famílias que dependem da atividade pesqueira

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  • Pescadores e voluntários realizaram mutirão de limpeza no Rio Poti para combater aguapés que dificultam a navegação.
  • Ação foi organizada pelo Desafio Teresina Entre Rios e os Guardiões do Rio Poti, que buscam chamar atenção para a crise ambiental.
  • Aguapés formam barreiras que prejudicam embarcações e acesso às áreas de pesca, agravando a situação de comunidades ribeirinhas.
  • Guardiões do Rio Poti foram constituídos em 2024, mas pescadores já atuavam há anos em defesa do rio e sua qualidade.
Excesso de aguapés dificulta pesca no Rio Poti e mobiliza pescadores em Teresina | Foto: Divulgação/Ascom
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O avanço dos aguapés em trechos do Rio Poti tem dificultado a navegação e comprometido a rotina de pescadores que dependem do rio para garantir o sustento de suas famílias, na zona Norte de Teresina. Diante do problema, pescadores e voluntários realizaram, no último sábado (29), um mutirão de limpeza para abrir passagem em áreas tomadas pela vegetação aquática.

A mobilização foi realizada pelo Desafio Teresina Entre Rios, em parceria com os Guardiões do Rio Poti, coletivo formado por pescadores ribeirinhos do bairro Poti Velho. Além da intervenção no rio, a ação teve como objetivo chamar a atenção da sociedade e do poder público para a situação enfrentada diariamente por quem tira das águas sua principal fonte de renda.

Em alguns pontos, a grande concentração de aguapés forma barreiras que dificultam a passagem das embarcações e o acesso dos pescadores às áreas de pesca. A situação é agravada pela poluição e pelo acúmulo de resíduos, transformando um problema ambiental em uma questão que também afeta a mobilidade, o trabalho e a sobrevivência das comunidades ribeirinhas.

Os Guardiões do Rio Poti foram oficialmente constituídos em 2024, mas a mobilização dos pescadores em defesa do rio começou antes mesmo da criação do coletivo. Há anos, trabalhadores da região do Poti Velho discutem os impactos da degradação ambiental e cobram maior atenção para as condições do Poti.

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