Na manhã desta segunda-feira (5), o estudante de Engenharia de Materiais da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Wedreson Pereira da Silva, concedeu entrevista ao programa Ronda, da TV Meio Norte, e relatou os dias de angústia vividos durante o período em que esteve desaparecido em Teresina.
O jovem, de 28 anos, contou ao jornalista Wellington Alencar que ficou desorientado e chegou a perder a memória sobre informações básicas da própria família, em decorrência do trauma vivido. Wedreson estava desaparecido há mais de 19 dias e foi localizado no dia 31 de dezembro de 2025.
“Eu não consegui lembrar o nome de ninguém da minha família porque eu estava doente, por causa do trauma, e doente mesmo, gripado, com muita tosse e febre. Fiquei assim por mais de uma semana”, relatou.
Wedreson foi encontrado na Casa de Apoio Eluzai, onde recebeu acolhimento e assistência após passar dias em situação de vulnerabilidade. Antes disso, o estudante havia sido vítima de roubo, ficando sem celular, bolsa e documentos, e chegou a passar cerca de três dias dormindo nas ruas do bairro Dirceu, na zona Sudeste da capital.
“Eu pedia o celular emprestado para tentar entrar em contato, mas ninguém emprestava. Fui ficando debilitado, praticamente. Não é fácil, não foi fácil para mim viver uma situação dessas”, afirmou.
Segundo familiares, a instituição que acolheu o estudante prestou toda a assistência necessária durante o período em que ele permaneceu no local.
A família também destacou que a divulgação do desaparecimento foi fundamental para a localização de Wedreson, agradecendo o apoio da imprensa e das pessoas que compartilharam informações.
Relembre o caso
Wedreson foi dado como desaparecido após a família receber informações de que, no dia 10 de dezembro, ele teria relatado a um amigo que sofreu supostas agressões. De acordo com o pai, José Antônio da Silva, o estudante teria chegado ao local sem mochila, descalço e sem celular, afirmando que pessoas teriam tentado enforcá-lo.
Natural de Porto Marruás (PI), a família informou que Wedreson morava em Teresina por conta da universidade e mantinha contato frequente com os parentes.
Na ocasião, o pai desabafou sobre a angústia vivida durante o desaparecimento do filho:
“Eu digo que meu filho está vivo. Eu não sei se ele se envolveu em coisas, eu não sei… acho que não. Mas é aquela coisa: o último a saber é o pai e a mãe.”