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Direção de presídio nega que Thanis Killian teve cabelo cortado após prisão

Direção do Irmão Guido e capitão confirmam que o influenciador mantém os cabelos; imagem difundida é falsa

Direção do presídio nega que Thanis Killian teve cabelo cortado após prisão | Foto: Reprodução
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A Direção do Presídio Irmão Guido negou, nesta terça-feira (31), que o influenciador Thanis Killian tenha tido o cabelo cortado após ser preso por suspeita de assédio sexual em um shopping de Teresina. A informação passou a circular nas redes sociais acompanhada de uma imagem que o mostraria com cabelo curto, mas o material foi identificado como conteúdo falso.

Thanis continua detido na unidade prisional e permanece na ala destinada a pessoas trans. Segundo a gestão do presídio, não existe regra que determine corte de cabelo obrigatório para pessoas trans.

Direção do presídio nega que Thanis Killian teve cabelo cortado após prisão - Reprodução

Imagem viralizada foi gerada por IA

O diretor do presídio, Ednaldo Moreira, confirmou à reportagem que o procedimento não ocorreu.

Um capitão que atua no sistema penitenciário reforçou que pessoas trans não são submetidas ao corte de cabelo compulsório no país:

"Nós temos protocolos. A pessoa é trans, LGBTI+, qualquer situação dessa, nós não cortamos o cabelo. A gente orienta que prenda o cabelo, mas não é cortado. Acredito que nenhuma unidade prisional do país aconteça isso."

A fotografia que circula mostrando Thanis com cabelo raspado não é real. O material foi identificado como imagem criada por inteligência artificial, usada para alimentar o boato nas redes.

O que diz a legislação

Desde 2017, decisões judiciais e normas do sistema penitenciário brasileiro garantem o direito de mulheres trans e travestis não terem o cabelo cortado compulsoriamente.

Resolução aplicada, inicialmente no DF, cita que cortar o cabelo compulsoriamente pode violar identidade de gênero, e destaca que o tratamento deve considerar dignidade e individualização.

Relembre o caso

O influenciador passou por audiência de custódia na Vara do Núcleo de Plantão de Teresina, onde a Justiça decidiu manter a prisão preventiva. A magistrada considerou a reincidência de ao menos dois registros semelhantes anteriores, o que levou à determinação para que ele permaneça recolhido.

Thanis está detido desde segunda-feira (29), após ser suspeito de assediar uma vendedora em uma loja de um shopping da capital. Segundo a vítima, ele teria tocado suas partes íntimas:

"Quando eu virei as costas, ele encostou atrás de mim e pegou nas minhas partes, apertou... Depois ficou beijando meu rosto, querendo beijar minha boca", relatou.

A mulher registrou o boletim de ocorrência pelo celular e buscou apoio do segurança do shopping, que orientou a acionar a polícia. Thanis admitiu ter tocado na vítima, mas alegou que seria "brincadeira" e negou tentativa de beijo. Thanis segue custodiado no Presídio Irmão Guido, em Teresina, onde afirmou fazer uso de remédios controlados.

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