O Dia Mundial do Autismo é comemorado nesta quinta-feira (2), data que reforça a importância da inclusão, dos cuidados e da conscientização.
O Censo de 2022 do IBGE, divulgado em 2025, revelou que, no Brasil, 2,4 milhões de pessoas são diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Isso corresponde a 1,2% da população brasileira.
A condição, em sua maioria, prevalece entre homens e crianças de 5 a 9 anos de idade.
ORIGEM DA DATA
A Organização das Nações Unidas criou, em 18 de dezembro de 2007, o Dia Mundial do Autismo, comemorado em 2 de abril desde então.
A data foi estabelecida para promover a conscientização sobre o tema e desmistificar paradigmas e preconceitos. Por isso, em todo o mundo, ações que fortalecem essa luta são realizadas em 2 de abril.
O QUE É O TEA?
O Transtorno do Espectro Autista é ocasionado por uma origem multifatorial, envolvendo desde a genética do bebê até fatores ambientais.
Nesse sentido, o fator genético atua em maior grau nas alterações do desenvolvimento cerebral de crianças com autismo. Isso ocorre porque existem variações genéticas que influenciam a formação das conexões neurais, impactando no surgimento da condição.
SINTOMAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA
Na maioria dos casos, os sintomas do espectro podem aparecer ainda na primeira infância, ao longo do desenvolvimento infantil.
Por isso, atraso na fala e na comunicação, dificuldade de interação social e comportamentos repetitivos, como movimentos repetitivos, podem representar um alerta para os pais de que algo não vai bem.
O diagnóstico deve ser feito por um especialista, como pediatra, neuropediatra ou psicólogo.
GRAVIDEZ INFLUENCIA NO DESENVOLVIMENTO DO TEA?
Não existe embasamento científico sobre sintomas ainda na fase gestacional que indiquem o desenvolvimento do espectro.
No entanto, de forma indireta, alguns fatores durante a gravidez podem influenciar negativamente o desenvolvimento do feto, como uso de medicações sem prescrição médica, uso de substâncias tóxicas, diabetes materna e complicações no parto.
NÍVEIS DE SUPORTE
O TEA é classificado em três níveis de suporte distintos, que definem o apoio que cada pessoa com a condição precisará, a depender do grau de dificuldade.
Pessoas que se enquadram no nível 1 se caracterizam por dificuldade em iniciar ou manter diálogos, comportamentos repetitivos leves e conseguem ter certa autonomia, mas ainda necessitam de suporte em mudanças bruscas na rotina ou em situações mais complexas.
No nível 2, o cenário muda, já que as dificuldades em realizar atividades comuns aumentam. Há déficits mais claros na comunicação verbal e não verbal, e a resistência a mudanças se torna mais evidente. Por isso, há necessidade de cuidados mais amplos.
O nível 3 é um dos mais desafiadores. Cuidadores de pessoas com TEA classificadas nesse nível devem lidar com comunicação mais limitada ou ausente, maior dificuldade de interação social e padrões comportamentais mais intensos. Na prática, é necessário apoio intensivo e contínuo.
IMPORTÂNCIA DA DATA
Dessa forma, o Dia Mundial do Autismo evidencia os desafios da condição e as barreiras da desinformação, que limitam o entendimento correto sobre o transtorno.
No Brasil, a Lei Berenice Piana assegura os direitos legais das pessoas com TEA. Além disso, a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA garante a identificação oficial, prioridade em atendimentos públicos e privados e facilita o acesso a direitos sem a necessidade de apresentação constante de laudos.