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Coronel Scheiwann detalha impactos e valorização com nova reestruturação da PMPI; veja o que muda

Nova legislação sancionada por Rafael Fonteles cria batalhão escolar, amplia atuação da ROCAM e fortalece atendimento no interior do Piauí.

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  • A Polícia Militar do Piauí terá uma reestruturação com a Lei nº 8.982, publicada em 3 de março.
  • O efetivo da PMPI será fixado em 12.455 policiais militares, e haverá valorização profissional em junho.
  • A nova organização descentralizará o serviço e otimizará as demandas da população, com criação de Núcleos Regionais de Assistência Integral à Saúde.
  • Foram criadas unidades como o Batalhão de Policiamento Escolar (BPE) e a Coordenadoria de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica.
Coronel Scheiwann Lopes | Foto: MeioNews/ Waldelúcio Barbosa
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A Polícia Militar do Piauí terá uma nova reestruturação, organização e modernização com a nova Lei nº 8.982, publicada no Diário Oficial na quarta-feira (3) e sancionada pelo governador Rafael Fonteles.

O comandante-geral da PMPI, Coronel Scheiwann Lopes, afirmou, em entrevista ao programa Banca de Sapateiro, da Rádio Jornal 90.3, os impactos previstos com a nova reformulação:

É um impacto no efetivo da Polícia Militar e também na reestruturação das carreiras. Teremos agora, em junho, por exemplo, um volume grande de valorização profissional. Isso causa um impacto financeiro no estado e na vida desses homens e mulheres que serão valorizados. E isso se chama valorização profissional.

A reformulação também fixou o efetivo da corporação em 12.455 policiais militares.

REESTRUTURAÇÃO GERAL

Coronel Sheiwann Lopes - Foto: Wellington Lopes

O coronel pontuou que a nova organização irá resultar na descentralização do serviço e otimizar as demandas da população:

Então, foi uma reestruturação geral, tanto na parte administrativa como operacional. Isso irá descentralizar o serviço, irá agilizar o atendimento das demandas. Teremos mais projeções no interior, sobretudo do serviço que antes só tínhamos na capital, destacou.

Uma das mudanças significativas foi a criação do Batalhão de Policiamento Escolar (BPE), que irá substituir a Companhia Independente de Policiamento Escolar. A nova unidade terá duas companhias e reforçará as ações de segurança e prevenção à violência no ambiente escolar.

Scheiwann afirmou que a elevação do policiamento escolar para batalhão atende a um déficit e demanda já existentes para equiparar a unidade aos outros braços da PMPI:

Então, precisava dessa atuação para ficar equiparado nos níveis de unidades da CAPCOM. Então, a Companhia Independente do Pelotão Escolar, que antes era comandada por um oficial do posto de major, passa a ser agora uma unidade a nível de batalhão, comandada por um oficial superior do posto de coronel. Então, isso abriu vaga para promoção, abriu vaga também para você ter crescimento administrativo e maior abrangência na área de atuação, com maior poder de resposta.

MUDANÇAS COM A NOVA LEI

Com o novo decreto estadual, ficam estabelecidas algumas mudanças, como:

  • O Batalhão de Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM) passa a contar com quatro companhias: uma na capital e as outras três integradas aos comandos regionais do Litoral Meio Norte, Semiárido e Cerrados;

  • A Coordenadoria de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica terá uma estrutura própria, incluindo setor específico para rondas e acompanhamento de vítimas atendidas pela Patrulha Maria da Penha;

  • Criação da Coordenadoria de Licitações e Contratos Administrativos, responsável por centralizar os processos de contratação, além da reestruturação da Diretoria de Administração Financeira e Contábil;

  • Criação de Núcleos Regionais de Assistência Integral à Saúde e Perícias Médicas para ampliar o atendimento aos policiais militares e seus dependentes no interior do estado.

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