A doação de órgãos da menina Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, transformou a dor da perda em esperança para outras famílias. O coração da criança, que morreu após um acidente doméstico com um quadriciclo durante o Carnaval, em Teresina, foi transplantado com sucesso na pequena Sophia Vitória, de 1 ano e 9 meses, em Fortaleza.
Filha do tabelião Aurino Rocha Luz e da empresária Cynara Ferreira, Marina estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da capital piauiense, mas não resistiu e teve a morte confirmada no sábado (21). A família optou pela doação dos órgãos, decisão que possibilitou beneficiar, ao todo, seis pacientes.
Transplante realizado no Ceará
Sophia Vitória enfrentava uma cardiopatia grave desde os sete meses de vida e aguardava na fila por um novo coração. A bebê estava internada na UTI do Hospital do Coração de Messejana, unidade de referência em transplantes cardíacos no Nordeste.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o momento da chegada do órgão ao hospital. O procedimento foi realizado com sucesso, conforme confirmado por familiares, que pediram orações pela recuperação da criança.
Em publicação, a mãe de Marina afirmou que o coração da filha “já bate no peito da Sophia” e destacou a gratidão por poder ajudar outras vidas em meio ao luto.
Doação que salva vidas
No Brasil, a doação de órgãos ocorre após a confirmação de morte encefálica, seguindo protocolos médicos rigorosos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A autorização da família é indispensável para que a captação seja realizada.
Após o consentimento, equipes especializadas fazem a retirada dos órgãos, que são destinados conforme a lista única de espera. A distribuição leva em conta critérios como gravidade do paciente, tempo de espera e compatibilidade sanguínea e genética.
Um único doador pode salvar até oito vidas por meio de transplantes, além de beneficiar outras pessoas com a doação de tecidos. No caso de Marina, o gesto solidário da família levou esperança a seis pacientes, reafirmando a importância de conversar sobre o desejo de ser doador e comunicar essa decisão aos familiares.