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Exclusivo Proprietário de imóvel alvo do DRACO foi liberado do sistema prisional em outubro

A liberação ocorreu em meio ao imbróglio jurídico relacionado ao uso de relatórios do COAF sem autorização judicial durante a fase de pré-inquérito

Pompom, líder do Bonde dos 40, foi solto | Reprodução

Nossa equipe de reportagem confirmou que Paulo Henrique Araújo de Moura, conhecido como “Pompom” ou “Bandido de Luxo”, foi colocado em liberdade em outubro do ano passado, após uma reviravolta jurídica envolvendo a Operação Denarc 64, que teve como foco o núcleo financeiro da facção criminosa Bonde dos 40. A operação também apurou o envolvimento da vereadora Tatiana Medeiros e de seu companheiro, Alandilson Cardoso Passos.

A liberação ocorreu em meio ao imbróglio jurídico relacionado ao uso de relatórios do COAF sem autorização judicial durante a fase de pré-inquérito. Diante da anulação das provas pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) — até que haja um entendimento definitivo do Supremo Tribunal Federal (STF) — parte dos investigados acabou beneficiada com a extinção do processo, o que resultou na saída do sistema prisional.

QUEM É PAULO HENRIQUE (POMPOM)

Paulo Henrique é apontado pela Polícia Civil do Piauí como uma das lideranças do Bonde dos 40, com atuação na região da Vila Dagmar Mazza, zona Sul de Teresina. As investigações tiveram como um dos pontos centrais uma imagem obtida pela polícia que teria motivado a abertura de apuração pela Polícia Federal em 2022, na mesma residência, na qual um indivíduo aparece portando armas de grosso calibre. Segundo a polícia, o esquema de lavagem de dinheiro investigado estaria relacionado ao fornecimento de armas, tendo Paulo Henrique como um dos principais articuladores.

“Pompom” também foi alvo da Operação S.O.S. DRACO-53, deflagrada em agosto de 2023. De acordo com a polícia, ele e seus irmãos — Maycon Araújo de Moura, o “Sapão”, e José Camelo de Moura Neto, conhecido como “Neto Camelo” — não atuariam apenas como executores, mas como integrantes do chamado “Tribunal do Crime” da facção, responsável por autorizar execuções de rivais e aplicar punições internas.

Já nesta semana, a residência atribuída a Paulo Henrique voltou a ser alvo de uma nova operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). Durante a ação, pelo menos cinco pessoas foram presas, entre elas uma estudante de Direito e um jogador de futebol. A polícia investiga a suspeita de que o imóvel continuava sendo utilizado como ponto de apoio para atividades criminosas, mesmo após a liberação de “Pompom”. As investigações seguem em andamento.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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