- A Polícia Civil do Piauí pediu prorrogação do prazo para concluir o inquérito contra José Cleuton da Silva.
- O suspeito é acusado de gravar, armazenar e comercializar vídeos de relações sexuais com mulheres sem consentimento.
- A polícia irá realizar extração e análise dos dados do aparelho do suspeito para aprofundar as investigações.
- O caso foi deflagrado em maio pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).
A Polícia Civil do Piauí pediu a prorrogação do prazo para concluir o inquérito contra José Cleuton da Silva, suspeito de gravar, armazenar e comercializar vídeos de relações sexuais com mulheres sem o consentimento delas. O material era vendido por meio de perfis e automatizações ("bots") no aplicativo Telegram, mediante o pagamento de R$ 75.
Além disso, a polícia irá realizar a extração e a análise dos dados do aparelho do suspeito, a fim de aprofundar as investigações. Com isto, novas provas podem ser encontradas, como identificação de outras vítimas, o material que era divulgado, etc.
INVESTIGAÇÕES
A operação "Lente Oculta" foi deflagrada no dia 29 de maio deste ano pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Contra o suspeito foram cumpridos mandados relacionados aos crimes de exposição da intimidade sexual e comercialização ilegal de vídeos íntimos, incluindo casos envolvendo menores de idade.
As investigações apontam que os registros teriam sido feitos há mais de 10 anos. Além de gravar, armazenar e vender os vídeos, o suspeito também expunha as vítimas ao divulgar fotos atuais retiradas de perfis públicos em redes sociais juntamente com os vídeos íntimos comercializados no aplicativo de mensagens.
COMO ELE COMETIA O CRIME
Em um vídeo, o delegado Humberto Marcola, titular da DRCC, explicou que o suspeito utilizava uma pasta com uma capa de celular colada e um um furo na região da câmera. Segundo o delegado, as pastas apreendidas são compatíveis com o aparelho encontrado na residência do investigado.
VÍTIMAS
As primeiras vítimas procuraram espontaneamente o departamento no dia 21 de maio deste ano. Com a repercussão do caso, novas vítimas compareceram à unidade policial e foram ouvidas no inquérito. Diante dessas novas informações, a Polícia Civil solicitou a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações.