SEÇÕES

Denis Constantino

Coluna do jornalista Denis Constantino com as notícias mais quentes do mundo policial

Lista de Colunas

Mais um envolvido na morte de empresário do ramo do ouro em Teresina é preso em Altos

Durante a ação, um homem conhecido como “Renato Magão” foi preso no município de Altos (PI).

“Renato Magão”/ Edivan Francisco de Moraes. | Arquivo

Em colaboração com Jéssica Machado.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (13), mais uma fase da operação contra suspeitos de envolvimento na morte do empresário do ramo do ouro, Edivan Francisco de Moraes, ocorrida em janeiro deste ano. Durante a ação, um homem conhecido como “Renato Magão” foi preso no município de Altos (PI).

Edivan foi encontrado morto no dia 4 de janeiro, em uma residência no bairro Jacinta Andrade, na zona Norte de Teresina, com marcas de disparos de arma de fogo na cabeça. Segundo o delegado Natan Cardoso, foram identificados quatro suspeitos; entre eles, três estão presos e um segue foragido.

"Na ocasião de hoje demos cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão no contexto da operação Caronte, segunda fase agora deflagrada na cidade de Altos novamente. Chegamos lá novamente buscando realizar a prisão de novos envolvidos identificados. Nesse contexto foi apreendido o Renato Magão.

QUEM É "RENATO MAGÃO” E QUAL SERIA SUA ATUAÇÃO NO CRIME

O delegado relatou que Renato Magão é conhecido por diversos assaltos a lotéricas e roubos, sendo considerado de altíssima periculosidade. Ele estava foragido de uma penitenciária e possuía um mandado de recaptura em aberto. Durante a ação, uma pistola calibre .40 com numeração raspada foi localizada e apreendida em sua residência.

Ele seria um dos indivíduos que adentrou a casa da vítima e realizou eh a toda todo o crime lá dentro do imóvel. [...]

já foi alvo do Greco, a época Greco que atualmente é Draco, e na ocasião da operação inclusive dois indivíduos foram mortos em confronto com a polícia, era um grupo criminoso muito bem elaborado com divisão de tarefas e aí esse indivíduo permanece até hoje no mundo do crime.

Ele é investigado por um assalto, um roubo a uma residência na cidade de Alto Longá, no final do ano de 2025 e ele segue aí nesse mundo do crime até hoje.

ORDEM CRONOLÓGICA DO CRIME

No dia 23 de janeiro, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Caronte, enquadrada da Operação Ouro Sujo, a polícia havia divulgado como o crime teria ocorrido, desde o contato com a vítima até a sua morte. As investigações do DHPP revelaram que a motivação do crime foi patrimonial, pois visava subtrair o ouro e outros bens de valor de Edivan.

  • No início de janeiro de 2026, a vítima passou a receber contatos insistentes sobre uma suposta negociação de 98 gramas de ouro, avaliadas em cerca de R$ 40 mil.
  • Edivan chegou a seguir para a cidade de Lagoa Alegre, mas, com a insistência do suspeito, decidiu retornar a Teresina.
  • Mensagens e ligações indicam que a negociação foi usada como isca para atrair o comerciante ao local onde o crime seria executado.
  • No dia do crime, um dos suspeitos seguiu se comunicando com a vítima, acompanhando seu deslocamento e monitorando a movimentação em tempo real.
  • Ao chegar ao local acreditando que concluiria a venda, Edivan foi surpreendido e executado.
  • Após o homicídio, os criminosos levaram joias de ouro da vítima e retiraram um equipamento de armazenamento de imagens, tentando eliminar provas.
  • O grupo fugiu utilizando o veículo da própria vítima, fato que contribuiu para o avanço das investigações.
  • O corpo de Edivan foi encontrado no dia seguinte pela filha da vítima.

No decorrer do inquérito, alguns nomes que chegaram a ser investigados foram excluídos por não haver elementos que comprovassem participação direta no caso. Apesar disso, conforme o delegado, eles também pertencem à mesma facção criminosa e integram o grupo que atua na cidade de Altos, residindo, inclusive, em regiões próximas.

Na primeira fase foram três presos. Dois  todos se encontram presos ainda na data de hoje. Um deles foi o responsável por dirigir o veículo, é, que foi utilizado pelos criminosos. Outro, é, o GG, conhecido como GG, foi o responsável por por planejar e executar a vítima também. E o Renato agora também identificado e tem um um quarto indivíduo suspeito .

Segundo as forças de segurança, o Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi essencial para rastrear o trajeto do veículo, reconstruir a rota de fuga e identificar os envolvidos. A Polícia Civil também apontou que o grupo é suspeito de envolvimento em roubos a residências em Altos e pode ter ligação com outros crimes patrimoniais graves.

Leia Mais
*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
Tópicos
Carregue mais
Veja Também