- Madrasta de 24 anos é presa preventiva por suspeita de maus-tratos contra criança de 8 anos em Teresina.
- Criança com câncer foi encontrada com lesões e marcas de mordidas em hospital da cidade.
- Defesa da suspeita afirma que cliente permaneceu calada durante depoimento e só falará em juízo.
- Advogado diz que caso é investigado pela polícia e que Justiça vai ouvir moradores da casa.
- Criança está internada com quadro de saúde delicado após evolução do câncer.
Em colaboração com Maria Albuquerque
Uma madrasta identificada como F.T.F.S, de 24 anos, foi presa de forma preventiva na manhã desta sexta-feira (4), suspeita de cometer maus-tratos contra uma criança de 8 anos que está em tratamento contra o câncer em Teresina.
O caso chegou às autoridades policiais a partir de uma denúncia feita pelo hospital particular em que a criança recebe tratamento. De acordo com informações apuradas pela coluna, a vítima teria chegado à unidade hospitalar com diversas lesões na região da cabeça e com marcas de mordidas pelo corpo.
A presença dos sinais de violência despertou a atenção da equipe médica, que levou o caso às autoridades competentes. O episódio é tratado como possível tentativa de homicídio, e a suspeita deverá prestar depoimento à polícia.
O quadro de saúde da criança é delicado, e ela se encontra internada, recebendo cuidados médicos após uma evolução no estágio do câncer.
O QUE DIZ A DEFESA?
A coluna procurou a defesa da suspeita que nega ter cometido maus-tratos contra a criança. O advogado Giovani Augusto afirmou que a cliente optou por permanecer em silêncio durante o depoimento e só irá prestar esclarecimento em juízo.
Ainda segundo a defesa, a criança vivia junto da madrasta e do pai no bairro Dirceu, zona Sudeste de Teresina. O advogado afirmou que o caso ainda é investigado pela polícia.
“Justamente isso que a Justiça vai investigar. Vai ser ouvido outras pessoas, moradores da casa. Nós vamos agora trabalhar para botar a minha cliente fora, certo? Isso é o processo”, afirmou.
O advogado afirmou que a cliente permaneceu tranquila durante o depoimento: “Ela se demonstrou tranquila e ela reservou o direito constitucional de ficar calada. Ela vai falar só em juízo”, finalizou a defesa.