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Golpe do SIM Swap: Polícia prende mais um suspeito por envolvimento no esquema

Novo suspeito é preso por envolvimento em esquema de fraude eletrônica investigado na Operação Chip Falso. A ação foi deflagrada pelo DRCC da Polícia Civil do Piauí.

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  • Adail Nonato dos Santos Filho foi preso em Teresina por integrar organização criminosa envolvida em golpes eletrônicos.
  • Operação Chip Falso deflagrada na quarta-feira resultou em 30 ordens judiciais e prisão de dez suspeitos.
  • Grupo criminoso utilizava SIM Swap para clonar contas bancárias e aplicar golpes como falso parente e advogado.
  • Central operacional da organização funcionava em residência no bairro Monte Castelo, em Teresina.
  • Investigação aponta 50 vítimas em diferentes estados e orienta usuários a monitorar perda de sinal do celular.
Operação Chip Falso. | Divulgação/SSP-PI

Mais um suspeito de integrar a organização criminosa investigada na Operação Chip Falso foi preso nesta sexta-feira (17), em Teresina. Trata-se de Adail Nonato dos Santos Filho, apontado pelas investigações como um dos envolvidos no esquema de fraudes eletrônicas que utilizava o golpe conhecido como SIM Swap para invadir contas bancárias, clonar WhatsApp e aplicar golpes em vítimas de diversos estados do país.

A Operação Chip Falso foi deflagrada na última quarta-feira (15) pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do Piauí. Na ocasião, foram cumpridas 30 ordens judiciais em Teresina, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação resultou inicialmente na prisão de dez suspeitos, além da apreensão de celulares, computadores e outros equipamentos utilizados pelo grupo.

organização criminosa especializada no golpe

Segundo a investigação, a organização criminosa era especializada na prática do golpe conhecido como SIM Swap, modalidade em que criminosos conseguem transferir, de forma ilegal, a linha telefônica da vítima para um chip sob seu controle. Com acesso ao número de telefone, o grupo conseguia invadir aplicativos bancários, clonar contas de WhatsApp para aplicar golpes como o do falso parente e do falso advogado, além de realizar compras utilizando cartões de crédito das vítimas.

As investigações também apontaram que a central operacional do grupo funcionava em uma residência no bairro Monte Castelo, na zona Sul de Teresina. No imóvel, os criminosos utilizavam documentos falsificados, selfies biométricas manipuladas e até imagens produzidas com inteligência artificial para burlar os sistemas de validação de identidade, técnica conhecida como "injeção de selfie".

 50 vítimas em diferentes estados

De acordo com o delegado Humberto Mácola, responsável pela investigação, a organização atuava em âmbito nacional e já foram identificadas pelo menos 50 vítimas em diferentes estados. A Polícia Civil acredita que novas fases da operação deverão ser realizadas para identificar outros integrantes da associação criminosa e ampliar o número de prisões.

A Polícia Civil orienta que usuários fiquem atentos à perda repentina do sinal do celular, um dos principais indícios do golpe. Caso isso ocorra sem explicação aparente, a recomendação é entrar imediatamente em contato com a operadora de telefonia para verificar se houve uma troca de chip não autorizada e evitar prejuízos financeiros.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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