Em colaboração com Jéssica Machado.
O proprietário da casa de eventos Panzilão, local onde ocorreu uma operação na madrugada deste sábado (17), procurou a coluna e negou a existência de uma área VIP destinada a integrantes de facções criminosas.
No espaço, localizado no bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina, acontecia um baile de reggae, onde as forças de segurança apreenderam drogas, armas de fogo e veículos roubados, além de terem conduzido mais de 15 pessoas à prisão. Segundo a polícia, o local era frequentado por integrantes de organizações criminosas.
Durante a ação, foram apreendidas armas e drogas, identificada a presença de menores consumindo álcool, e 15 pessoas foram conduzidas, incluindo suspeitos com drogas e monitorados por tornozeleira eletrônica.
Já nesta segunda-feira (19), durante uma vistoria técnica, o Corpo de Bombeiros Militar constatou que o imóvel não possuía regularização nem apresentava condições adequadas para a realização de eventos. No entanto, o empresário havia afirmado que o local estava em conformidade com as exigências legais.
“Essa história não é verdadeira. Por quê? Porque a gente trabalha legalmente, entendeu? Lá a gente tem esse espaço, há algum tempo depois que eu me empreguei e investi meu dinheiro lá, aí fiz a alugar para a eventa, era bar, aí eu terminei com bar, depois botei um comércio, mas não deu certo, aí foi fazendo, até que virou esse espaço de evento”, disse o proprietário.
O proprietário explicou que o imóvel passou por diferentes atividades ao longo do tempo até se transformar em espaço para eventos. Durante a entrevista, ele ainda negou qualquer ligação com facções.
“Eu não sou faccionado, não tenho contra, não tenho preconceito com ninguém. A gente está fazendo evento para o pessoal brincar, vai quem pode”, acrescentou o empresário.
Durante a ação, foram encontradas armas e drogas, além da presença de menores de idade consumindo álcool e entorpecentes. Sobre a presença dos adolescentes, o dono da casa de shows afirmou que a entrada não é permitida, mas que, em alguns casos, os menores entram acompanhados dos responsáveis.
“A questão dos menores é porque várias vezes também tem menor que é casado, que vai com a mãe, com o pai, sem responsabilidade. Às vezes dá até problema, que eu não aceito”, disse.
O empresário destacou ainda que ficou surpreso com a abordagem policial realizada durante a ação. “Sou um trabalhador, um cidadão, entendeu? Eu não faço o espaço dele. Vai quem pode ir. [...] Eu só quero deixar bem claro que eu não sou faccionado, não existe área VIP para traficante, para todo tipo de jeito. Lá a gente trabalha”, finalizou.
LOCAL FOI INTERDITADO APÓS VISTORIA
Diante das irregularidades encontradas e da falta de condições para a realização de eventos, procedemos com a interdição e aguardamos que os responsáveis adotem as providências necessárias para a regularização do local, disse o chefe do Departamento Geral de Operações da Polícia Militar, coronel Jacks Galvão.