- Tatiana Medeiros apresenta transtorno depressivo recorrente, ideação suicida e ataques de pânico.
- Avaliação psiquiátrica foi realizada no IML em 11 de março.
- Defesa de Tatiana argumenta que o monitoramento eletrônico é inadequado e perigoso para a parlamentar.
- Tatiana está internada em clínica psiquiátrica na zona Sudeste de Teresina desde início do mês.
O laudo da avaliação psiquiátrica realizada no Instituto de Medicina Legal (IML) da vereadora Tatiana Medeiros aponta que a parlamentar apresenta um quadro de transtorno depressivo recorrente, com ideação suicida e ataques de pânico. A avaliação foi realizada na última segunda-feira (11).
As condições teriam se intensificado com o uso da tornozeleira eletrônica. A avaliação foi determinada pela juíza Maria Feitosa Bezerra Filho, da 98ª Zona Eleitoral, após pedido da defesa para retirada do monitoramento. Durante o procedimento, Tatiana teve uma crise de ansiedade, foi atendida pelo Samu, mas não precisou ser hospitalizada.
Foi recomendado que a vereadora seja submetida mensalmente à avaliação de um psicólogo e de um psiquiatra. A defesa de Tatiana Medeiros, por sua vez, entende que o novo laudo técnico altera substancialmente o cenário processual e reforça a urgência da retirada do monitoramento eletrônico para a preservação da vida e a continuidade adequada do tratamento médico da vereadora.
Ela está internada em uma clínica psiquiátrica na zona Sudeste de Teresina desde o início deste mês. A defesa argumenta que a medida cautelar se tornou inadequada e perigosa, pleiteando a revogação do uso da tornozeleira eletrônica.
CONDENAÇÃO
A parlamentar foi condenada a mais de 19 anos de prisão pelos crimes de compra de votos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio. A condenação também inclui a perda do mandato. Além de Tatiana, outros sete réus também foram sentenciados por envolvimento no esquema de crimes eleitorais.
O resultado da avaliação psiquiátrica será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que decidirá sobre a retirada do monitoramento eletrônico.