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Após agressões, PM irá intensificar vigilância no entorno da casa de influencer em Teresina

A Polícia Militar do Piauí acompanhará a influencer Paulla Rafaella, vítima de agressões, com rondas e a Patrulha da Penha. Entenda a importância da denúncia e das medidas protetivas.

Rede MeioNorte | Paulla Rafaella

Escrito por Jéssica Machado.

A Polícia Militar do Piauí, por meio da Patrulha da Penha, acompanhará de perto o caso da influenciadora Paulla Rafaella, com rondas ostensivas e visitas rotineiras. A blogueira denunciou ter sido vítima de agressões pelo próprio companheiro, Enzo Gabriel, em Teresina. O caso teria ocorrido após uma discussão na presença dos filhos dela.

Em entrevista à Rede Meio Norte, a coronel Elizete explicou que o primeiro atendimento a Paulla foi realizado pela PM, que a encaminhou para a Casa da Mulher Brasileira, onde ela recebeu apoio psicológico e social, além de ser atendida por uma delegada.

Segundo ela, após a concessão das medidas protetivas, a Patrulha da Penha realizará o acompanhamento da vítima, incluindo patrulhamento ao redor da residência de Paulla, para fiscalizar o cumprimento da ordem judicial e garantir sua proteção. A autoridade destacou que, no dia das agressões, a PM realizou buscas pelo suspeito.

Sempre que a polícia militar é acionada através do 190, que ela atende a ocorrência e se eventualmente o infrator tivesse evadido, todos fazemos rondas, fazemos buscas, até porque, enquanto durarem as buscas, persiste a situação de flagrante delito. Foi feita essa ação da nossa guarnição, não só desta, mas de outras guarnições. Fizemos durante todo o dia e estamos aguardando agora já o mandado de prisão para que a polícia civil tome as providências cabíveis. 

A coronel Elizete reforçou a importância da denúncia e da solicitação de medidas protetivas, informando que a Patrulha Maria da Penha atua para proteger mulheres vítimas de violência. Segundo ela, Paulla Rafaella "rompeu o ciclo da violência" ao denunciar.

A medida protetiva só existe se a vítima assim o quiser, mas hoje até o advogado pelo WhatsApp pode solicitar uma medida protetiva que é concedida pelo pelo judiciário. E de posse dessa medida protetiva, nós da Patrulha Maria da Penha é que podemos fazer os nossos procedimentos que é visitar essa mulher, que está mais próxima dessa mulher, acolhê-la e protegê-la adequadamente. Inclusive, todas as mulheres que foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha no ano de 2025 estão vivas, mostrando a efetividade deste equipamento público.

Formas de acionar a Polícia Militar em casos de violência:

  • 190 – telefone de emergência da Polícia Militar.
  • 180 – número nacional de atendimento à mulher em situação de violência.
  • ‘Ei, mermã, não se cale’– 0800 000 1673.
  • B.O Fácil – permite registrar boletim de ocorrência pelo WhatsApp.

Mais de 90% das mulheres que foram vítimas de feminicídio no Piauí nunca tinham pedido ajuda, nunca tinham acionado o 180, o 190, o B.O Fácil, o‘Ei, mermã, não se cale’. Esta blogueira rompeu o ciclo da violência. Então, ela está de parabéns e cabe a nós, o Estado, protegê-la.

O CASO

Paulla relatou que, na noite de sábado (31), ao voltar para casa com os filhos, entrou em contato com o pai das crianças, seu ex-companheiro, para tratar de materiais escolares, o que teria provocado a fúria do suspeito. A violência foi presenciada pelo filho de 11 anos, pela ‘brecha da porta do quarto’.

Conforme apurado pelo MeioNews, a Justiça do Piauí concedeu medidas protetivas à influencer. 

Quando ele viu a mensagem, ele não viu nada demais, ele já foi me batendo, me agredindo, me fez várias coisas comigo assim horríveis e agora eu estou aqui no Conselho Tutelar, porque eu trouxe meu filho de onze anos que presenciou tudo, que não dormiu, que está super abalado com tudo que ele viu. Eu estou com muito medo. Medo, me define.

Ele mandava eu calar a boca e eu não tive como me defender porque ele além dele ser segurança, ele é uma pessoa de quase um metro e noventa. Eu não tive forças. Eu não comecei agredindo, como estavam comentando. Eu rasguei ele por autodefesa. Porque foi a única coisa que eu consegui. E mesmo assim estou aqui com o machucado. Ele queria quebrar meus dedos, entortando para quebrar as minhas unhas que era a minha defesa.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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