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Chico Lucas revela que mais de 5 mil sites de bets ilegais já foram encaminhados para bloqueio

Medida integra ofensiva do governo contra apostas irregulares, que também alcança redes sociais, aplicativos, publicidade e movimentações financeiras

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  • Mais de 5,2 mil sites de apostas ilegais tiveram pedidos de bloqueio encaminhados à Anatel nos primeiros dias da MP 1.394/2026.
  • Secretaria de Prêmios e Apostas e Ministério da Justiça solicitaram remoção de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram.
  • Ação no Telegram alcançou 1,014 milhão de membros e usuários de canais, grupos e perfis relacionados a apostas ilegais.
  • Ministério da Justiça identifica e remove conteúdos sobre apostas irregulares no TikTok e notifica 186 aplicativos para remoção.
  • Operações da Polícia Federal resultaram em 73 mandados de busca, 15 prisões e sequestro de R$ 4,17 bilhões em bens e recursos.
Chico Lucas apresentou balanço das ações contra sites e plataformas de apostas ilegais no Brasil | Foto: Reprodução
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Mais de 5,2 mil sites de apostas ilegais já tiveram pedidos de bloqueio encaminhados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nos primeiros dias de vigência da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (29) pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, durante coletiva do governo federal.

Segundo o secretário, foram encaminhadas solicitações para bloquear 5.209 sites entre os dias 27 e 29 de setembro. Os pedidos partiram da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Anatel é responsável por encaminhar as notificações às operadoras de internet.

Chico Lucas explicou que o bloqueio dos sites é apenas uma das frentes da operação. A estratégia também envolve a identificação de grupos responsáveis pelas plataformas, a retirada de aplicativos das lojas, o acompanhamento das movimentações financeiras e o combate à publicidade de apostas ilegais.

Redes sociais e aplicativos também são alvo

A fiscalização também alcançou as redes sociais. Segundo o Ministério da Justiça, foram solicitadas as remoções de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram utilizados para divulgar ou facilitar o acesso a apostas irregulares.

No Telegram, a ação alcançou 1.014.722 membros e usuários de canais, grupos e perfis relacionados às bets ilegais. O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, também iniciou ações para identificar e remover conteúdos sobre apostas irregulares no TikTok.

Além disso, 186 aplicativos de apostas foram notificados para serem retirados das lojas da Apple e do Google. O prazo para a remoção termina em 6 de outubro.

Cinco eixos de combate

Durante a apresentação, Chico Lucas explicou que as ações estão divididas em cinco frentes. A primeira é o bloqueio do acesso aos sites. A segunda envolve a identificação dos grupos e empresas responsáveis por alimentar o ecossistema das plataformas ilegais.

A terceira frente está relacionada às lojas de aplicativos e plataformas digitais, com o objetivo de impedir a disponibilização de novos aplicativos. A quarta envolve os operadores financeiros e as empresas de internet. Já a quinta trata da publicidade, com ações para retirar anúncios e outras formas de divulgação das apostas irregulares.

“Então, basicamente, é limitar o jogo desde o acesso, passando pela operação financeira e chegando à publicidade do jogo”, afirmou o secretário.

Governo também investiga movimentações financeiras

Além do bloqueio das plataformas, as autoridades buscam identificar os responsáveis pelas operações e os caminhos percorridos pelo dinheiro relacionado às apostas ilegais.

Bets têm até às 23h59 de 5 de outubro para devolver dinheiro aos apostadores (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

De acordo com o Ministério da Justiça, a Polícia Federal também atua na investigação de crimes associados ao mercado de apostas. Entre março de 2023 e agosto de 2026, foram realizadas 12 operações, com pelo menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Os pedidos de sequestro de bens e recursos somam aproximadamente R$ 4,17 bilhões.

A ofensiva ocorre após a Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional.

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