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Centro Acadêmico denuncia suposto caso de transfobia contra estudante na UFPI

Aluna travesti teria sido constrangida após entrar em banheiro feminino no campus de Teresina; universidade informou que vai apurar o caso

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  • Estudante travesti foi constrangida em banheiro feminino da UFPI em Teresina no dia 2 de setembro.
  • Centro Acadêmico de História classificou a declaração de estudante como transfóbica e reafirmou solidariedade à aluna.
  • Entidade criticou legislação municipal que permite exclusão de pessoas trans de banheiros femininos.
  • UFPI repudia o episódio e está apurando os fatos para tomar as medidas necessárias.
  • Universidade reafirma compromisso com inclusão e respeito à dignidade de todos os seus integrantes.
Universidade Federal do Piauí | Foto: Divulgação
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O Centro Acadêmico de História da Universidade Federal do Piauí (UFPI) denunciou um suposto caso de transfobia contra uma estudante travesti dentro do Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina. Segundo a entidade, o episódio ocorreu no dia 2 de setembro, quando a aluna utilizava um banheiro feminino do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL). O Centro Acadêmico afirma que ela teria sido constrangida após uma estudante questionar, em voz alta, a presença de pessoas trans no banheiro. A UFPI informou que repudia o episódio relatado e está adotando providências para apurar os fatos.

Estudante teria sido constrangida

Segundo o relato divulgado pelo Centro Acadêmico de História, a estudante entrou no banheiro feminino do prédio para se preparar para as aulas do turno da noite. Ainda conforme a entidade, duas estudantes entraram no local e, ao perceberem a presença da aluna, teriam começado a conversar em voz baixa.

No momento em que deixavam o banheiro, uma delas teria afirmado em voz alta: “Eu pensei que tinha sido proibido trans de entrar em banheiro feminino”.

O Centro Acadêmico classificou a declaração como transfóbica e afirmou que a situação provocou constrangimento à estudante. Na nota de repúdio, a entidade declarou solidariedade à aluna e defendeu que o episódio seja tratado como uma forma de violência transfóbica.

CA critica legislação municipal

Na manifestação, o Centro Acadêmico de História também relacionou o caso à legislação municipal que trata do uso de banheiros por mulheres trans em Teresina. A entidade criticou a norma e afirmou que ela contribui para legitimar comportamentos discriminatórios contra pessoas trans.

O grupo defendeu que travestis e mulheres trans tenham assegurado o direito de utilizar banheiros femininos dentro da universidade e afirmou que nenhuma legislação municipal deve servir como justificativa para situações de constrangimento no ambiente acadêmico.

Ao final da manifestação, o Centro Acadêmico reiterou solidariedade à estudante e defendeu a responsabilização em episódios de transfobia.

UFPI vai apurar o episódio

Em nota oficial, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) afirmaram que repudiam veementemente o episódio relatado pelo Centro Acadêmico de História.

A universidade informou que está adotando as providências necessárias para a apuração dos fatos e o adequado encaminhamento da situação, dentro de suas competências e seguindo os procedimentos institucionais e as garantias legais.

Confira a nota completa:

Nota informativa da UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) repudiam veementemente o episódio relatado pelo Centro Acadêmico de História envolvendo uma estudante do curso, ocorrido nas dependências do Campus Ministro Petrônio Portella.

A UFPI não admite qualquer conduta que atente contra a dignidade, a integridade e os direitos de integrantes de sua comunidade. A Universidade é espaço de formação, conhecimento, convivência democrática e respeito, princípios que devem orientar as relações em todos os seus ambientes.

Diante do relato, a UFPI e o CCHL estão adotando as providências necessárias para a apuração dos fatos e o adequado encaminhamento da situação, no âmbito de suas competências e em observância aos procedimentos institucionais e às garantias legais. Eventuais responsabilidades serão tratadas pelas instâncias competentes, com a seriedade e a firmeza que o caso exige.

A Universidade reforça a importância da utilização dos canais institucionais para o registro de ocorrências dessa natureza, possibilitando o acolhimento, a apuração e os encaminhamentos necessários.

A UFPI reafirma seu compromisso com uma universidade pública, democrática, inclusiva, acessível e segura, na qual o respeito à dignidade humana constitua princípio inegociável.

Universidade Federal do Piauí - UFPI

Centro de Ciências Humanas e Letras - CCHL

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