- Mecânico José Alves da Costa Filho é julgado por agressão contra esposa, empresária Brígida Bianca, em Teresina.
- Vítima relata medo constante de que marido, em liberdade com tornozeleira, possa voltar a agir contra ela e os filhos.
- Relatório escolar mostra que filho do casal teme que pai, anteriormente preso, volte a ameaçar a família.
- Agressão ocorreu em 3 de maio, em estabelecimento da vítima, com três socos contra ela, presenciada por funcionários.
- Prisão preventiva do acusado foi revogada em junho, e audiência de julgamento foi remarcada após ausência de testemunha.
Ocorre nesta sexta-feira (25) a audiência de instrução e julgamento do mecânico José Alves da Costa Filho, acusado de espancar a própria esposa, a empresária Brígida Bianca. O caso foi registrado por câmeras de monitoramento no estabelecimento da vítima, na zona Sudeste de Teresina, no dia 3 de maio deste ano.
Nesta sexta-feira (25), serão ouvidas as testemunhas, segundo a vítima. Em entrevista à Rede Meio Norte, Brígida relatou que, mesmo o acusado respondendo ao processo em liberdade, com medidas cautelares, incluindo a monitoração eletrônica, ela e os filhos vivem com “pavor” de José. "Eu continuo com um pavor absurdo", afirmou.
Ele só não fez nada comigo até agora que ele tá quietinho na dele. Tá com a tornozeleira mas na hora que ele tirar essa tornozeleira...o pavor ele não é só meu é do meus filhos também. Eu recebi o relatório da escola de como os meus filhos estão, como realmente tá a situação e o medo da gente de morrer, e o medo da gente rever ele é muito grande.
Segundo a vítima, ela está a semana inteira vomitando, com medo e ansiedade. "Eu conheço ele e foi reflexo de 15 anos não foi 15 dias Eu conheço quem é ele e eu sei do que ele é capaz de fazer para mim", disse.
Em um relatório factual da escola dos filhos do casal, de junho deste ano, enviado à reportagem, a unidade narrou uma situação em que a irmã de José foi até o local, e ambos apresentaram “choro intenso e agitação”.
[Uma dos meninos] Relatou receio de que o pai, que, conforme as informações disponíveis à época, encontrava-se preso, fosse colocado em liberdade e viesse a matá-los. Retomou esse temor em diferentes momentos da escuta, fazendo referências repetidas a uma ameaça de morte que atribuiu ao pai, consta no relatório.
ENTENDA O CASO
O crime ocorreu em 3 de maio, no estabelecimento onde Brígida Bianca preparava a inauguração de sua imobiliária, na zona Sudeste de Teresina. Segundo a vítima, após pedir a chave do carro, o suspeito iniciou as agressões e desferiu três socos contra ela, atingindo o olho, o nariz e a boca.
A agressão foi presenciada por funcionários e familiares, e a irmã da vítima acionou a Polícia Militar. Brígida também relatou ter sido ameaçada pelo marido caso denunciasse o caso.
Em 18 de junho, a prisão preventiva do mecânico foi revogada. Ele responde ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, incluindo monitoração eletrônica, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e comparecimento periódico à Justiça.
Inicialmente, a audiência de instrução e julgamento havia sido marcada para o dia 30 de julho, mas precisou ser remarcada após a ausência de um dos convocados.
O espaço segue aberto para a defesa do acusado.