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Caramujos africanos assustam moradores de comunidade rural de Teresina; população relata doenças

Vídeos registrados por moradores mostram a grande quantidade de moluscos espalhados por ruas e quintais da comunidade rural

Caramujos na zona Rural de Teresina | Foto: Reprodução/Redes Socias
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Moradores do Povoado Campestres, localizado na zona rural de Teresina, denunciaram ao MeioNews o aparecimento de possíveis caramujos africanos na região. A população relata que a praga vem tomando conta da comunidade e que estaria adoecendo quem mora por lá.

A moradora Eduarda, em entrevista à reportagem, afirmou que a espécie surge, principalmente, durante a noite:

Nos quintais, principalmente durante a noite, fica uma superlotação. Eu acho que durante o dia eles devem se esconder. Eu só sei que, de noite, tanto nos quintais quanto no meio da rua, tem muito caramujo, afirmou a moradora.

Em vídeos registrados por populares, é possível ver a dimensão da superlotação de caramujos. Eduarda também relata que, por falta de conhecimento, os moradores acabam se aproximando dos animais, o que poderia ser um dos motivos que têm causado o adoecimento da população:

Era a gente quebrando, gente pisando com o próprio pé, pegando com a mão e jogando no meio do terreno, quebrando, tacando sal, sem saber do perigo que ele pode oferecer para a gente. E aí, aqui está faltando informação de como cuidar desses animais para acabar com eles. O pessoal está fazendo justamente práticas que liberam ainda mais a doença que ele carrega, completou Eduarda.

CASOS DE ADOECIMENTO

Eduarda afirma que há diversos casos de pessoas da comunidade que vêm adoecendo desde o aparecimento dos caramujos. Ela relata que os sintomas são bem parecidos com os da dengue, com presença de febre e dor de cabeça:

Dentro da comunidade, o pessoal está adoecendo muito. E são problemas que estão sendo coletivos, sabe? É uma doença que vai lhe dar dor de cabeça, lhe dá febre e, em seguida, você fica esmorecido, fica com o estômago cheio o tempo todo, detalhou.

POSICIONAMENTO DA FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) afirmou, por meio de nota, que tem conhecimento sobre a praga que se alastra no povoado. O órgão reiterou que uma equipe técnica já foi até o local para realizar uma vistoria e está acompanhando a situação.

Equipes da FMS já realizaram visita técnica no local, com orientações e recomendações repassadas à população sobre os cuidados necessários e medidas de controle, afirmou.

A Fundação informou que ainda não há confirmação de que os animais encontrados realmente sejam caramujos africanos. Para isso, será necessário realizar exames laboratoriais.

Por fim, a FMS afirmou que “esse tipo de praga é de difícil controle, com aumento da incidência principalmente em períodos chuvosos, devido às condições favoráveis para reprodução”.

CARAMUJOS AFRICANOS

Os chamados “caramujos africanos” são moluscos da espécie Achatina fulica, originários do continente africano e considerados uma espécie invasora no Brasil. A espécie pode atuar como hospedeira de parasitas perigosos, especialmente vermes do gênero Angiostrongylus, associados a doenças como meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal.

A contaminação, geralmente, ocorre pelo contato direto com o muco do animal e pela ingestão de alimentos contaminados. Tocar no caramujo não significa, necessariamente, que a pessoa ficará doente, mas esse contato não é recomendado.

NOTA NA ÍNTEGRA

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que está ciente da situação relatada no povoado Campestre, zona rural de Teresina, sobre a presença de caramujos.

Equipes da FMS já realizaram visita técnica no local, com orientações e recomendações repassadas à população sobre os cuidados necessários e medidas de controle.

A FMS esclarece que, até o momento, não há confirmação de que se trate do caramujo africano, sendo necessária confirmação laboratorial para a identificação da espécie.

A Fundação destaca ainda que esse tipo de praga é de difícil controle, com aumento da incidência principalmente em períodos chuvosos, devido às condições favoráveis para reprodução.

As equipes retornarão à comunidade para reforçar as orientações e acompanhar a situação.

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