A Polícia Civil do Estado do Piauí (PC-PI) segue em busca de Adson Madeira de Carvalho, de 29 anos, suspeito de atirar contra um homem que tentou defender o irmão durante uma confusão registrada no dia 12 de abril. Mais de 10 dias após o crime, o investigado continua foragido.
Segundo a Polícia Civil, Adson já possui histórico criminal por roubo e utilizava tornozeleira eletrônica. De acordo com o delegado Sérgio Alencar, responsável pelo caso, o equipamento foi rompido no momento da ação criminosa, numa tentativa de dificultar a localização e escapar da prisão em flagrante.
“Nós temos essa informação de que ele rompeu a tornozeleira. Ele rompeu no ato criminoso, provavelmente para se esquivar do flagrante e fugir da Justiça”, afirmou o delegado.
Na residência do suspeito, a polícia encontrou uma planta semelhante à maconha e também o carro utilizado no dia do crime, o que reforçou os indícios durante a investigação.
Mandado de prisão
Ainda segundo o delegado Sérgio Alencar, a Polícia Civil conseguiu rapidamente a expedição do mandado de prisão contra o suspeito, mas a captura ainda não foi possível devido à fuga.
“Com dois dias já tínhamos um mandado de prisão. A situação hoje é que ele está foragido. Inclusive, há números para que a população possa denunciar. Nós estamos à sua procura e em breve vamos colocar as mãos nele”, declarou.
O delegado também informou que o advogado e a família do suspeito chegagram a procurar a polícia apenas para obter informações sobre o andamento do inquérito.
“O advogado veio, com a família, apenas conversou e obteve informações sobre o inquérito. Às vezes é mais difícil prender do que conseguir um mandado. O Adson tem uma ficha criminal não só aqui, mas em outros estados. Ele não é um alvo fácil de se achar, mas nós estamos trabalhando e em breve daremos respostas às vítimas e à população”, completou.
Toda a ação criminosa foi registrada por câmeras de segurança, imagens que passaram a integrar o inquérito policial e auxiliam nas diligências realizadas pela corporação.
ENTENDA O CASO
Na noite de domingo (12), Luis Patrício chegou ao seu destino no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina, e afirmou ao motorista de aplicativo que não teria como pagar o valor da corrida. A partir daí, a confusão se iniciou e em uma das filmagens registradas por câmeras de segurança no local flagrou o momento em que o condutor agride Luís com uma sandália. O passageiro sai cambaleando para o outro lado da rua.
Em entrevista à Rede Meio Norte, Antônio relatou que viu o irmão com o rosto ensanguentado e, ao tentar falar com o motorista, ele saiu com o veículo.
“eu saio e falo para ele: "Olha, você não tem direito de fazer isso com ele. O que é que aconteceu?" Ele sai arrancado. Nesse momento, eu vou até em direção ao carro dele e dou aqui para um tapa assim no vidro dele para ele parar para a gente conversar”, disse.
Em seguida, o suspeito dá ré no veículo e dispara contra Antônio. Ainda segundo a vítima, ele tentou tirar uma foto da placa do carro quando foi atingido. O motorista escapou do local.
“Quando eu estou tirando a foto do carro, ele dá uma ré para me atingir, para me atropelar. Aí eu pulo para o outro lado. Quando eles ele pareia comigo, ele pega e me dá um tiro. Só vi só esse momento quando ele deu o tiro e saiu em alta velocidade na rua.”