- Adolescente de 16 anos é apreendido por planejar ataque a escola em Teresina.
- Polícia Civil confirma apoio de comparsa, identificado apenas por codinome.
- Segundo rapaz desistiu do plano, o que gerou ofensas do adolescente.
- Força policial investiga identidade do denunciante anônimo do caso.
- Denúncia anônima pode ter evitado a tragédia, segundo delegado.
O adolescente de 16 anos, identificado pelas iniciais J.C.S.M., apreendido por suspeita de planejar um atentado contra uma escola da zona Norte de Teresina, contava com a ajuda de um comparsa. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Piauí.
Em entrevista ao Meio News, o delegado Eduardo Aquino afirmou que o adolescente mantinha conversas com outra pessoa por meio das redes sociais e que ambos planejavam o ataque.
Nós identificamos um outro rapaz. Na verdade, ainda não sabemos dizer de quem se trata. Identificamos apenas um outro codinome que conversava com ele através das redes sociais.
Ainda de acordo com o delegado, essa segunda pessoa desistiu de participar do atentado, o que desagradou o adolescente. Após a decisão, ele passou a ofender o comparsa, chamando-o de "covarde" e "medroso", além de afirmar que continuaria com o plano sozinho.
"Em um determinado momento, essa pessoa desiste. Ela diz que não vai mais fazer e desiste de participar da chacina, de cometer o crime. Inclusive, ele a chama de covarde, de medrosa, e diz que vai continuar e que vai fazer sozinho."
Comparsa pode ter denúnciado o caso
O delegado também informou que a Polícia Civil trabalha para identificar o segundo envolvido. Segundo ele, há a suspeita de que essa pessoa tenha sido a responsável por denunciar o caso de forma anônima às autoridades.
"A gente está trabalhando para tentar identificar essa pessoa. Não é fácil, até porque temos apenas um codinome. Mas já estamos avançando junto com o setor de inteligência da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança, com o intuito de obter mais elementos de prova. No que diz respeito à desistência dessa pessoa, acreditamos até mesmo que ela possa ter sido quem, de forma anônima, denunciou o fato, ligando para a Polícia Militar para que ele pudesse ser preso. Então, isso tudo, graças a Deus, evitou uma tragédia."