- Dilberto Vieira da Silva Filho será julgado pelo Tribunal Popular do Júri em Teresina nesta sexta-feira (9), acusado de matar a namorada com tiro no olho.
- O crime ocorreu em 15 de julho de 2024, na quitinete do casal no bairro Matinha, na zona Norte de Teresina.
- A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça do Piauí negou o recurso, confirmando o trânsito em julgado em junho de 2026.
- Dilberto alega que o disparo foi acidental durante a limpeza da arma, afirmando que a relação era saudável e não houve discussão no dia do crime.
Dilberto Vieira da Silva Filho, acusado de matar a namorada Maria Luiza da Silva Oliveira, de 19 anos, com um disparo de arma de fogo, será julgado pelo Tribunal Popular do Júri nesta sexta-feira (9), em Teresina. O crime ocorreu no dia 15 de julho de 2024, dentro da quitinete onde o casal morava, no bairro Matinha, na zona Norte de Teresina.
A sessão será realizada na 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. Durante o júri, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além do interrogatório do réu.
Em maio de 2025, Dilberto foi pronunciado, e foi determinado que ele seria submetido ao Tribunal Popular do Júri pelas acusações de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além dos crimes conexos de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e fraude processual.
A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça do Piauí negou o recurso por unanimidade. Um Recurso Especial também foi inadmitido, e o trânsito em julgado da decisão ocorreu em junho de 2026.
RELEMBRE O CASO
Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí (MPPI), Dilberto teria efetuado um disparo que atingiu Maria Luiza na região do olho esquerdo. Um vizinho ainda tentou socorrer a jovem e encaminhá-la ao Hospital do Bairro Matadouro, mas foi constatado o óbito da vítima.
A denúncia aponta que o casal mantinha uma união estável havia cerca de dois meses e que havia desentendimentos relacionados a ciúmes. Durante audiência de instrução e julgamento no Fórum Criminal de Teresina, no dia 7 de fevereiro, o réu afirmou que o relacionamento de ambos era saudável, contrariando depoimentos de testemunhas.
Ele alegou que o disparo ocorreu acidentalmente enquanto limpava uma arma de fogo. Segundo ele, estava sentado na cama quando a arma disparou e, em seguida, pediu ajuda aos vizinhos para socorrer Maria Luiza.
“Fui limpar a arma, estava sentado, quando fui dar uma das batidas [na arma], porque eu tinha mandado pintar o ferro há dois dias. Numa das duas batidas que dei no ferro, eu tava com o dedo no gatilho, foi aonde o ferro disparou. Ela tava numa posição em pé e eu tava na posição sentado na cama.
[...]
O ferro disparou, aonde peguei, gritei, fiquei desesperado, gritei, falei: "Meu Deus do céu, o que tá acontecendo?"
Na delegacia, o acusado chegou a apresentar uma versão de que a vítima teria tentado contra a própria vida. Durante a audiência, afirmou que essa versão foi orientada por seu primeiro advogado. Dilberto também afirmou que não houve discussão entre os dois no dia do crime.