As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, já deixaram 16 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Na madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em toda a rede municipal.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais realiza buscas por ao menos 45 desaparecidos, enquanto equipes seguem atuando em áreas atingidas por deslizamentos, alagamentos e desabamentos.
Segundo a prefeitura, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados — volume cerca de duas vezes maior que o esperado para o período.
Mortes também em Ubá
Em Ubá, também na Zona da Mata mineira, duas pessoas morreram em decorrência das chuvas, conforme informou a Polícia Militar. Na cidade, um rio transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou completamente tomada pela água.
Previsão de mais chuva
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira (23) e há previsão de continuidade das chuvas. Juiz de Fora está localizada em uma região de relevo acidentado, com muitos morros, vales e encostas, próxima à divisa com o Rio de Janeiro, o que aumenta o risco de novos deslizamentos.
As autoridades seguem monitorando as áreas de risco e orientam a população a evitar locais alagados e encostas instáveis.
Volume recorde de chuva
A prefeitura decretou Estado de Calamidade Pública após a tempestade registrar 584 milímetros de chuva entre os dias 22 e 24 de fevereiro. Segundo a administração municipal, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história da cidade, com volume quatro vezes superior à média histórica para o período.
Impactos na cidade
O alto volume de água provocou:
alagamentos generalizados;
transbordamento de córregos;
deslizamentos de terra;
desabamentos de imóveis;
pelo menos 20 soterramentos, principalmente na região sudeste do município.
Moradores ficaram ilhados e precisaram ser retirados de casa por risco de vida. As aulas foram suspensas em toda a cidade nesta terça-feira. As equipes do Corpo de Bombeiros seguem nas operações de busca, resgate e atendimento às vítimas, enquanto a Defesa Civil monitora áreas com risco de novos deslizamentos.