- O iFood divulgará relatório com 15 tendências que transformarão o food service no Brasil no iFood Move 2026.
- IA será usada como camada operacional, ajudando a gestão de estoque e previsão de demanda em restaurantes.
- A explosão do umami está mudando o paladar brasileiro, com aumento de sabores complexos e contrastantes.
- Eventos culturais e virais nas redes sociais estão influenciando a demanda por delivery e novas ofertas.
- O delivery está conectando consumidores a sabores regionais, com crescimento de pedidos de pratos típicos do Brasil.
O iFood, empresa brasileira de tecnologia, em parceria com a WGSN, autoridade global em previsão de tendências, divulgará no iFood Move um relatório com quinze tendências que vão transformar o setor do food service nos próximos anos no Brasil. Os resultados completos do estudo serão apresentados no iFood Move 2026, nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo, em São Paulo, onde são esperadas 12 mil pessoas para dois dias de conteúdo, networking e experiências voltadas ao desenvolvimento do setor - mas seis das trends apontadas pela WGSN serão adiantadas pelo iFood.
Três tendências do estudo da WGSN podem se tornar oportunidades concretas para restaurantes: a inteligência artificial como camada operacional; a explosão do umami, que torna o paladar brasileiro mais complexo; e a força do calendário cultural e dos conteúdos virais sobre a demanda. Outras duas tendências reforçam um comportamento multicultural do consumidor brasileiro, que usa o delivery para acessar o produto “premium acessível”, e tem se interessado cada vez mais pela culinária regional quando pede comida em casa.
“As tendências ganham valor quando conseguimos conectar grandes mudanças de comportamento ao que já está acontecendo na vida real. Ao cruzar a visão de futuro da WGSN com a escala e os dados do ecossistema iFood, conseguimos mostrar não apenas para onde o foodservice está caminhando, mas como essas transformações já aparecem nas escolhas dos consumidores e na operação dos restaurantes brasileiros”, afirma Rafael Araujo, Head de Consultoria para a América Latina na WGSN.
IA deixa o marketing e entra na cozinha
A inteligência artificial passa a atuar como uma camada operacional de inteligência, e não apenas como ferramenta de comunicação ou marketing. O uso de IA no dia a dia alcançou 75% dos brasileiros em 2025, ante 54% em 2024, criando um ambiente mais favorável para aplicações que apoiem a gestão de estoque, a previsão de demanda, a redução de desperdícios e a automação do atendimento.
No foodservice, esse caminho aponta para operações capazes de tomar decisões com mais agilidade e, no futuro, para cozinhas cada vez mais autônomas, conectando sistemas, equipamentos e dados em tempo real. Com o delivery total crescendo 10,7% em 2025 na comparação com 2024, incorporar inteligência à operação pode ajudar restaurantes a ganhar escala, antecipar picos, ajustar compras e concentrar a equipe em atividades de maior valor para o consumidor.
O paladar ficou mais complexo: a explosão do umami
Você sabe o que é umami? É o quinto gosto do paladar humano, ao lado do doce, salgado, azedo e amargo, e está cada vez mais “na moda”. A explosão do umami nos últimos anos mostra que brasileiro está buscando sabores mais profundos, contrastantes e construídos em camadas. Para 72% dos usuários do iFood, o paladar ficou mais complexo nos últimos anos. Entre os perfis que despertam interesse ou curiosidade, aparecem os defumados (38,2%), o agridoce (35,9%) e o picante (23,7%).
A explosão do umami amplia o espaço para ingredientes fermentados, técnicas asiáticas e combinações agridoce e defumadas em categorias que vão muito além da alta gastronomia. Essa complexidade precisa chegar bem ao destino: 65% dos restaurantes parceiros já modificaram receitas pensando exclusivamente no transporte. Testar molhos, texturas, embalagens e finalizações torna-se uma oportunidade para entregar uma experiência mais marcante sem perder a consistência entre a cozinha e a casa do cliente.
A influência dos grandes eventos e da cultura dos virais nas redes sociais
O calendário cultural e esportivo passou a funcionar como gatilho de demanda. 74% dos consumidores já pediram delivery durante eventos culturais, esportivos ou datas comemorativas. Entre eles, 48% fizeram pedidos durante jogos de futebol, 30% em datas comemorativas e no Ano Novo, 24% em finais de novelas ou séries, 21% durante o BBB e 19% em shows ou festivais. Para os restaurantes, acompanhar o que o público está assistindo e comentando ajuda a criar cardápios temáticos, ofertas com timing preciso e novas ocasiões de consumo.
Nas redes sociais, a velocidade é ainda maior: os pedidos de morango do amor cresceram 2.300% em 2025, enquanto os de bolo pudim avançaram 128% em 2026. Um viral pode gerar até 35% de aumento nos pedidos do aplicativo em um único mês, e 35% dos usuários dizem que a curiosidade pelo sabor os leva a experimentar comidas que viralizam. O movimento exige monitoramento, capacidade de resposta e cuidado com a operação, mas oferece aos restaurantes uma forma de transformar conversa cultural em descoberta, teste e venda.
Pequenos luxos: o delivery descobre o premium acessível
Em um cenário de busca por recompensa e prazer no cotidiano, o premium deixa de significar apenas uma ocasião excepcional. Para 36% dos restaurantes parceiros, cresceu a procura por opções mais sofisticadas no dia a dia. Entre os consumidores, 53% associam o premium à presença de ingredientes especiais, enquanto apenas 26% o relacionam a um chef ou restaurante renomado e 18% a uma embalagem diferenciada.
A apresentação também se consolida como parte do valor percebido: 49% dos consumidores apontam o visual do prato como diferencial premium. Para os restaurantes, a oportunidade está em traduzir a sofisticação em elementos possíveis de escalar, como um ingrediente de destaque, uma finalização cuidadosa, porções especiais e uma montagem que preserve a experiência no transporte, sem afastar o produto da rotina.
Brasil com S: do barreado ao tacacá, a descoberta regional via delivery
O delivery se transforma em uma ponte para o consumidor conhecer o próprio país. A curiosidade por sabores regionais é especialmente forte entre quem ainda não teve contato com eles: 54% nunca provaram barreado (prato típico do Paraná), mas querem experimentar; o mesmo acontece com 49% em relação ao tacacá e 44% em relação ao pato no tucupi (pratos típicos da Região Norte). Ao mesmo tempo, pratos já conhecidos mostram potencial de recompra: 73% dos consumidores que provaram arroz carreteiro querem repetir a experiência, índice que chega a 67% para o baião de dois.
O interesse acompanha a expansão do delivery nas regiões: os pedidos cresceram 19,4% no Norte, 16,3% no Centro-Oeste, 13,5% no Nordeste, 11,7% no Sul e 8,4% no Sudeste. No mesmo movimento de ampliação do repertório, a culinária Asiática avançou 23%, seguida pela Francesa, com 16,1%, Baiana, com 13,2%, Tailandesa, com 12,8%, Nordestina, com 12,1%, e Árabe, com 10,5%. Para restaurantes de todos os portes, o dado aponta espaço para contar histórias de origem, criar releituras e levar especialidades regionais a novos públicos.
Encontro de culinárias no iFood Move 2026
É justamente essa pluralidade gastronômica que inspira o Encontro de Culinárias, uma das atrações do iFood Move 2026, que chega à terceira edição como um dos maiores encontros de restaurantes e varejo da América Latina. Em sessões simultâneas e organizadas por segmento, o espaço reúne alguns dos maiores representantes de sete culinárias — Burguer, Brasileira, Pizza, Panificação & Confeitaria, Oriental, Saudável e Sorvetes e Açaí — para discutir tendências, desafios reais e oportunidades concretas de cada mercado.
O formato do encontro no iFood Move aposta na troca entre pares: cada sessão conta com um mediador de referência e dois cases com atuação regional relevante. Nomes como Thiago Benedetti (Smart Burger), Erik Momo (1900 Pizzeria) e Natasha Paiva (Sushi Boulevard) vão comandar as conversas. Nos dias 16 e 17 de setembro, 12 mil pessoas são esperadas no São Paulo Expo para dois dias de conteúdo, networking e experiências voltadas ao desenvolvimento do setor, com discussões sobre gestão, operação, tecnologia, inovação, comportamento do consumidor e tendências capazes de apoiar restaurantes em seus próximos passos.