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SP descarta segundo caso suspeito de ebola após exames laboratoriais

Paciente que viajou ao Congo segue internada, mas testes deram negativo para o vírus

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  • A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou um caso suspeito de ebola em uma brasileira de 31 anos.
  • Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram resultado negativo para o vírus e a paciente permanece internada.
  • A investigação foi conduzida pelo Instituto Adolfo Lutz, que utilizou técnicas de biologia molecular para identificar a presença do material genético do vírus.
  • Com o descarte dos dois casos investigados neste ano, o estado segue sem registros confirmados da doença.
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo | Foto: BADRU KATUMBA / AFP
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou, na noite desta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado em 2026. A paciente, uma brasileira de 31 anos que havia retornado recentemente da República Democrática do Congo (RDC), apresentou sintomas como febre e diarreia, mas exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) confirmaram resultado negativo para o vírus.

A mulher foi notificada como caso suspeito na última quarta-feira (10) e transferida de um hospital particular para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência no tratamento de doenças infecciosas. Segundo a SES-SP, ela permanece internada, apresenta evolução clínica favorável e recebe tratamento para um quadro de gastroenterocolite aguda.

Exames descartaram a infecção

A investigação foi conduzida pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), que utilizou técnicas de biologia molecular, como RT-qPCR e sequenciamento genômico, para identificar a presença do material genético do vírus.

Como a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, uma nova coleta precisou ser realizada, seguindo protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). As duas análises apresentaram resultado negativo.

“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz.

Primeiro caso do ano também foi descartado

Este é o segundo caso suspeito de ebola investigado em São Paulo neste ano. Em 1º de junho, as autoridades sanitárias já haviam descartado a infecção em um homem de 37 anos, que também havia viajado à República Democrática do Congo.

De acordo com a Secretaria da Saúde, ambos os pacientes foram monitorados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP) após atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos estabelecidos para casos suspeitos. As notificações também foram comunicadas ao Ministério da Saúde por meio da Central/Cievs-SP.

Quais são os sintomas do ebola?

A doença pelo vírus ebola costuma se manifestar de forma repentina, com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos.

É considerado caso suspeito o paciente que tenha estado, nos 21 dias anteriores ao surgimento dos sintomas, em áreas com transmissão ativa da doença e apresente febre, calafrios, vômitos, diarreia ou sinais hemorrágicos.

Como ocorre a transmissão

A SES-SP reforçou que o vírus não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre apenas após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas.

As autoridades de saúde destacam ainda que não existe transmissão durante o período de incubação, o que reduz o risco para pessoas que não tiveram contato direto com pacientes sintomáticos. Com o descarte dos dois casos investigados neste ano, o estado segue sem registros confirmados da doença.

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