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Senado dos EUA aprova indicado de Donald Trump como presidente do banco central americano

O banco central dos EUA enfrenta atualmente discussões internas sobre os rumos da política monetária diante da alta da inflação

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  • O Senado dos EUA aprovou indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve.
  • Warsh assume cargo em meio a pressão inflacionária e debates sobre cortes nas taxas de juros defendidos por Trump.
  • Ele substituirá Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira (15), mas continuará como diretor do Fed.
  • A expectativa é que Warsh presida a próxima reunião do Fed em junho e enfrente discussões sobre política monetária diante da alta da inflação.
Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, em foto de 21 de abril de 2026 | Foto: Reuters/Kevin Lamarque
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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, o banco central norte-americano. A confirmação ocorreu por 54 votos a 45 e foi considerada a mais dividida da história recente para um presidente da instituição.

Advogado e financista de 56 anos, Warsh assume o cargo em meio a um cenário de pressão inflacionária e debates sobre possíveis cortes nas taxas de juros defendidos pelo presidente Donald Trump. Apenas um senador democrata, John Fetterman, votou favoravelmente à indicação junto aos republicanos.

O novo presidente substituirá Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira (15). Powell, no entanto, continuará como diretor do Fed. A posse de Warsh ainda depende das assinaturas finais da Casa Branca.

COMO VAI SER?

A expectativa é que ele já presida a próxima reunião do Fed, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O banco central dos EUA enfrenta atualmente discussões internas sobre os rumos da política monetária diante da alta da inflação. Dados divulgados nesta quarta pelo Departamento do Trabalho apontaram aumento de 6% no índice de preços ao produtor em abril, o maior ritmo desde dezembro de 2022.

Analistas também projetam avanço da inflação PCE para 3,8%, acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

Durante a tramitação no Senado, parlamentares democratas demonstraram preocupação com a independência do banco central em relação à Casa Branca. O senador Mark Warner afirmou ter “sérias preocupações” sobre a capacidade de Warsh resistir a pressões políticas do governo Trump.

Nos últimos meses, Trump intensificou críticas ao Fed e voltou a defender cortes nas taxas de juros. O presidente também apoiou publicamente Warsh, que já declarou ser favorável à redução dos juros, embora tenha afirmado aos senadores que não assumiu compromissos prévios sobre futuras decisões monetárias.

Warsh já integrou o Federal Reserve durante a gestão de Ben Bernanke e afirmou recentemente que vê como positiva uma maior divergência de opiniões entre os integrantes da instituição durante a definição da política econômica dos EUA.

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