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Produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026

O desempenho esperado será puxado principalmente pelos veículos leves, como automóveis e comerciais leves, cuja produção deve aumentar 3,8%.

Anfavea projeta alta moderada da indústria automotiva em 2026 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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A produção de veículos no Brasil, que inclui automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, deve registrar crescimento de 3,7% em 2026. A estimativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que projeta um avanço moderado para o setor no próximo ano.

O desempenho esperado será puxado principalmente pelos veículos leves, como automóveis e comerciais leves, cuja produção deve aumentar 3,8%. O licenciamento desses modelos também tende a crescer, com previsão de alta de aproximadamente 2,7%, segundo a entidade.

Otimismo contido e cenário de incertezas

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15), em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o setor ainda enfrenta um ambiente desafiador. Segundo ele, há um “otimismo contido”, uma vez que os números seguem em trajetória de crescimento, mas cercados por fatores de imprevisibilidade, como tensões geopolíticas e a proximidade da reforma tributária. Diante desse cenário, a associação pretende revisar suas projeções de forma trimestral.

Em 2025, a produção de veículos no país cresceu 3,5% em relação ao ano anterior, totalizando 2,6 milhões de unidades fabricadas. Com esse desempenho, o Brasil manteve a oitava posição no ranking mundial de produção de veículos.

As vendas, por sua vez, alcançaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou um aumento de 2,1% na comparação anual. O resultado garantiu ao país a sexta colocação no ranking mundial de mercados consumidores de veículos.

Apesar dos números positivos, Calvet reconheceu que os resultados ficaram abaixo do esperado. A Anfavea projetava crescimento de 7,8% na produção e de 5% no licenciamento. Ainda assim, o dirigente ressaltou que 2025 foi um ano positivo, embora marcado por instabilidade econômica, debates regulatórios, alta da taxa de juros e incertezas que impactaram diretamente o desempenho do setor automotivo.

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