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Produção da Stellantis na Itália cai ao menor nível em 70 anos e reacende crise; entenda

Queda de quase 25% em 2025 leva montadora a apostar no Fiat 500 híbrido para tentar reverter crise nas fábricas italianas

Montadora aposta na produção do Fiat 500 para reduzir impactos da crise | Foto: Reprodução
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A produção de veículos da Stellantis na Itália caiu quase 25% em 2025, atingindo o menor nível em cerca de sete décadas e se aproximando dos volumes registrados pela Fiat em meados da década de 1950.

 O cenário reflete um momento de forte pressão política e industrial enfrentado pela montadora no país.

De acordo com o sindicato italiano FIM-CISL, uma recuperação registrada no quarto trimestre evitou um recuo ainda mais acentuado. 

Até setembro, a produção de carros de passeio acumulava queda de 36% no ano. No total — incluindo automóveis e veículos comerciais leves — a produção recuou cerca de 20%, somando 379.706 unidades em 2025. Desse volume, 213.706 correspondem a carros de passeio.

PRÓXIMOS PASSOS

Em meio à crise, a Stellantis iniciou, nos últimos meses do ano, o aumento da produção do novo Fiat 500 híbrido, com o objetivo de substituir modelos antigos e elevar os volumes nas fábricas italianas.

O secretário-geral da FIM-CISL, Ferdinando Uliano, afirmou que a expectativa é de que os novos modelos ajudem a impulsionar a recuperação da produção a partir de 2026.

A Stellantis é responsável pela fabricação de marcas como Fiat, Peugeot e Opel.

 A empresa tem buscado responder às preocupações do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni sobre a queda da produção local, intensificada após decisões do ex-CEO Carlos Tavares de transferir parte da produção para países com menor custo, como o Marrocos.

META DE PRODUÇÃO

O principal objetivo da montadora é alcançar a produção anual de 100 mil unidades do Fiat 500 híbrido, visto como uma alternativa para preservar o centro histórico da Fiat, diante da baixa demanda pelo modelo totalmente elétrico.

Apesar do avanço registrado nas últimas semanas de 2025, que contribuiu para um crescimento de 17% no período, o resultado anual permaneceu negativo. 

Todas as demais fábricas italianas registraram quedas de dois dígitos, com destaque para a unidade de Melfi, no sul da Itália, onde a produção caiu cerca de 50%.

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